sábado, 25 de janeiro de 2014

Faz dias.

Tudo que eu + queria era  poder te tocar te beijar todos ao dias a todo o momento, em todo lugar. Sei que nunca vou poder.
Mas mesmo assim eu não desisto., é obsessivo, compulsivo. Amar você é sofrer é morrer é se afundar na angustia.  Sinceramente eu não suporto +,não da mais pra mim chega.

Perdão.

Eu posso suportar a chuva no telhado dessa casa vazia, eu posso suportar você com ela eu posso suportar você longe de mim,
Eu só não posso é suportar a tristeza em seu olhar e a ausência do seu sorriso.

Sentir muito não é suficiente..



Você vai estar certa se querer manter uma certa distância de mim eu até intendo.

Você  estará  certa se não quiser me ver mais eu entendo…

Não existe alguém mais cruel que eu.

Mas agora eu juro que vou cuidar melhor de você.

Se algum dia você pensar que eu mereço te ter por perto novamente.

Eu estarei aqui.

Se algum dia eu conseguir me perdoar, você promete esquecer?

As coisas  que eu fiz quando  estava fora de mim…

Acredite em mim,

Quando digo que faria qualquer coisa pra voltar naquela noite...
E te ajudar, te salvar!

Acredite quando digo que morreria por ti e que não queria te fazer sofrer.

Eu prometo não vou te decepcionar novamente mas me perdoe mãe,me perdoe.

 Sinto muito mamãe eu sinto muito!

Então poderei te ter novamente?

Eu sei que esse texto não vai te  trazer de volta.

Por favor mãe me perdoe por deixar você sofrer me perdoe.  
ME PERDOE!

Eu sinto muito mamãe eu sinto muito..

E agora que não tenho você aqui me diz vai ficar tudo bem?

Mamãe me diz  vai ficar tudo bem?

Você vai voltar? 

Porque eu preciso tanto de você  e já sinto muito a tua falta.

Perdão mãezinha perdão.

Me diz que terei um sorriso seu, e por favor me perdoe por ser tão irresponsável, e deixar você sofrer  perdão mãe, perdão!



eu te amo do tamanho do mundo.

A culpa é minha...

Sinto uma grande necessidade  de te fazer bem a todo instante. Nos dias de frio queria poder te aquecer, e nos dias de chuva te abrigar.   



É tão difícil  saber o quanto eu te amo poxa? ;(

São só palavras.

eram dois olhos aflitos eu não sabia oque fazer nem como fazer mas eles não paravam de me fitar.
Eu podia ver-los cheios de medos quando sem querer encontram os meus, então vi resquícios de  duvidas sobre meu olhar que parecia desconhecido para ti  mas eu já havia  visto esses olhos em algum lugar.
Nos meus sonhos? talvez. Quem sabe naqueles sonhos que tanto tem me atormentado ultimamente.


Você e  suas lembranças que me afogam de culpas.



Somente as paredes do meu quarto são testemunhas do meu sorriso

Desde quando não haviam certezas, eu sempre soube. quando tudo ainda não passava de uma esperançosa possibilidade, eu já previa com destreza os passos subsequentes. acontece que imaginar é apenas uma amostra apática do que seria realmente experimente.
e como nem tudo sai conforme o planejado, muita coisa acabou ficando fora do lugar. como nem todo fato acontece de acordo com as expectativas criadas em torno dele, muitas atitudes deixaram à desejar. acontece que ninguém tem obrigação de adivinhar o que você espera, é difícil conseguir o que quer se nem você mesmo sabe o que é.
ninguém é perfeito.
ninguém ainda aprendeu a ler pensamentos.
acontece que quando se ama de verdade, existe a vontade de ser sempre o melhor que se possa ser. existe sim o desejo de chegar o mais perto possível da perfeição 
- se não puder tocá-la, que ao menos a tangencie.


muitas pessoas estufam o peito ao dizer que não cedem, muitas dessas mesmas pessoas enganam-se achando que realmente gostam de alguém. amor requer cuidado, carinho, precisa ser tratado com respeito. amor não é auto-suficiente, precisa ser diariamente alimentado. amor se constrói num substrato de pequenas atitudes que se transformam em gestos inesquecíveis, tornam-se fotografias guardadas na memória.

atropele o orgulho que tanto tenta impedi-lo de dizer e fazer o que mais tem vontade. passe por cima de qualquer sentimento que o impeça de fazer o que você sente. se ainda assim estiver hesitante, coloque prós e contras em cima da balança. pense, repense, considere, reconsidere, arrisque-se. perca o medo de se machucar, mas, sobretudo, perca também o medo de ser feliz.
e enquanto estiver feliz não se esqueça de não se privar de mostrar os dentes pra quem quiser vê-los.







A dor é companheira do amor

Porque estamos sussurrando? Ele me perguntou…


- Respondi (com a voz mais baixa ainda): pra não acordar a dor, que tem sono leve. E acompanha o amor. 
Então não grite não grite!

No virar da esquina

Foi quando senti um fisgão um solavanco. Fazendo-me parar, nunca soube o que era, mas às vezes adentravam-se em meus pulmões. Mas agora sei o porquê disso, era a nossa separação. Os fisgões eram as cordas que me ligavam a ti arrebentando, rasgando-me a pele, nos libertando.



Era eu seguindo em frente e você ficando pra trás.

Escrever um texto repudiando tudo que se é, é a forma de uma tola gritar!

Como eu odeio sorrisos largos.

Pavor de brilho nos olhos.

Acho brega beijos na chuva.

É ridículo andar kilometros pra se ver.

Idiota aquele que deixa ônibus fujir pra ver alguém sorrir.

Tolice escrever sobre amor e coração batendo.

Rimar em canções caseiras então, nem se fala.

Mensagem de madrugada é trocha acordando trocha.

Ficar olhando alguém dormir é coisa de matador doente.

Cantar musicas lentas pra tentar ver alguém sonhar é coisa de pervertido.

Beijos longos com abraço é coisa de gente burra demais pra falar algo interessante.

Olhar pra lua e agradecer pelo dia é coisa de autista.

Dar um estrela pra alguém é infantilidade.

Acordar sorrindo por sonhar com alguém é coisa de bobo.

Pegar flor de jardim é vandalismo.

Ler twitter e recados de alguém eh coisa de desocupado.

Pensar em colocar a letra do nome tatuado no braço só poderia ser coisa de vagabundo.

Escrever cartas e não entregar vem de débil fraco e vazio.

Ficar sem dormir quando lê algo ruim tem cara de pessoa sem opção.

Ouvir o coração bem alto quando recebe mensagem é coisa de cardíaco-hipocondríaco.

Escrever um texto repudiando tudo que se é, é a forma de uma tola gritar!

7 de maio de 2010 as 23:20

Sinto uma grande necessidade  de te fazer bem a todo instante. Nos dias de frio queria poder te aquecer, e nos dias de chuva te abrigar. Faça do meu peito tua morada. Se bem que tu já fizeste isso, de tal modo que decidiu e vai ficar pra sempre.

Resposta ao post há algum tempo....

 Na verdade eu sei   o porque mas  eu não vou mudar nem se você pedir se quiser vai ser assim.
Tenho decorado  as respostas  mas você parou de fazer as mesmas perguntas  e eu me perdi.






sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sobre evolução e conformismo

Eu quero é que tu exploda e que sejas grande a explosão, que todo mundo veja e que comentem quero que depois da explosão tu evoluas e que sejas uma grande evolução quero que todos vejam e comentem,  queria poder realizar todos os seus sonhos e desejos.





Quero te ver feliz ao lado de quem for.

Sobre coisas da vida

Existe pessoas tão legais que me fazem tão bem.
Que ao que aparenta gostam de mim.

Às vezes  queria parar minha vida naquelas tardes em que passo  com essas pessoas se boiando, não fazendo nada mesmo e isso me faz tão bem. (fazia).

Saber que pelo menos alguém gosta de mim. E que não sou assim tão totalmente errada e  que  apesar de ser um monstro  e ninguém me amar, essas pessoas saem comigo e se diverte e é tão bom saber disso, que pelo menos sirvo pra algo.

Tenho sido reprimida, pessoas tão mal tem me privado dessa felicidade.  estão me proibido de ser feliz. 

estão tirando os de mim!

Às vezes toda essa dor é recompensada por  30 segundos dessas tardes  e às vezes eu penso  poxa eu poderia morrer agora aqui  junto de quem eu amo e  de quem me faz feliz.





(ou já me fizeram muito feliz)

É a alma quem machuca o corpo...

Os pensamentos estão prontos para serem passados pro papel mas a caneta teima  em escrevê-los. E agora  com medo, eles se intertem com a musica  no radio  e não  querem  mais sair, A  lagrima  repreendida pelos pensamentos, bem no fim daquela musica qualquer se liberta. Caindo de forma tão suave  chegando rapidamente aos lábios  que involuntariamente se reprimem como gosto amargo do sofrer.

Coisas de loucos, 1° vez na sua mente.

Ultimamente tenho imaginado tantas coisas e tenho me colocado no lugar de varias pessoas.Uma delas você!

E se quer saber  eu sinto meu amor e minha culpa martelando todo dia nessa sua cabecinha junto com uma voz  sussurrando assim:

Perdoe ela,  (seria sua mãe ou sua consciência?)


Tem tantas  coisas  em sua cabeça muitos problemas  e milhares de lembranças e eu estou vivendo cada uma delas como você viveu.  

Espera oque é isso?

CARALHO QUANTA SAUDADE!!!


Mas você sabe que as coisas  só chegaram até aqui porque você deixou.

  onde você guarda o amor? que eu tanto almejo receber que eu daria a vida pra ser meu.

claro no canto direito da sua mente bem lá no fundo da cabeça  trancafiado num baú  azul cor de água,  porque?   

Onde será que guardas a chave? 

Um dia ela será minha?

 E enquanto tento responder essas e outras perguntas o tempo passa

TIC-TAC

PERDOA ELA!

E agora a voz já não mais sussurra e sim grita!!

Queria ficar aqui na sua cabeça pra sempre.

Cabeça envolta num plastico.

Se tu soubesses quão difícil é  ficar  junto de ti sem perder o controle e a resistência que  ainda me resta. Se tu soubesses que cada gesto é milimetricamente e minuciosamente pensado mil vezes antes de ser feito qualquer descuido é intolerável e perigoso como uma faísca  em meio a um lago de gasolina. Se tu soubesses a  vontade  de te possuir que tenho aqui alojada em meu peito pronta pra explodir e te consumir de uma maneira não muito agradável acredito eu pra ser feita em publico.


















HÀ!

Pensamentos de um dia vazio

Sei que o amor vai sarar  assim como as feridas  que fiz ao longo da vida,  a cada dia que se passar um pouco de ti vou esquecer. Mesmo que não de pra reparar. Vou esquecer pouco a pouco até um dia não lembrar mais.
VOU ESQUECER VOCÊ!!.

Porra guri, aonde tu tava esse tempo todo? Porra!!

Poderia  alguém  chegar e te excluir permanentemente ou momentaneamente  da minha vida?
Não sei, só sei que não consigo parar de pensar em ti.

E quando tento pensar nele é teu rosto que me vem em mente...
Porra guri porra de onde tu vieste?

Seria tu quem tanto esperei nesses  5 anos?

 Bom se não for, agora não importa mais por que você me libertou do amor!

E agora acho que te amo!

Olha só que confusão tu fez guri!.




Sobre coisas que não deveria ter escrito.

Eu sempre tive medo de deixar alguém entrar na minha vida. Confesso que me desespero  ao pensar que um dia vou te esquecer Acho que é porque odeio mudanças e sem o  meu amor por ti minha vida iria mudar muito ficaria sem graça, sem motivo, propósito.

Soa muito estranho me ouvir falando de outro faz tanto tempo que já me acostumei.

É tão repulsivo quando me pego pensando em outro e não em ti.
Acho que exagerei um tanto.E acabei por não só iludir outros como iludi a mim mesma.

E no meio dessa ilusão permiti que outro alguém entrasse na minha vida sem querer fazendo uma reviravolta completa.

Confesso que estou com medo. Não sei oque acontecerá daqui pra frente…

No fundo sempre quis me perder em outro amor, mas não quero te esquecer nunca.






mas e como ei de resistir a um eu te amo espontâneo?

25 de julho de 2010.

São tantas coisas que quero dizer, mas não sei como escrever…

É um novo ciclo, entre o esquecer e se apaixonar novamente.

Eu não sei oque tu és nem oque significa, mas eu gosto de sentir você.
Eu gosto de ficar junto de ti.

Eu gosto quando você diz que me ama.

mas gostar é sei la,  tão pouco pra oque você merece e quer.

sabe as vezes eu me vejo em ti…. correndo atrás do que não vale a pena, sofrendo amando, obviou que não tive a mesma chance que tenho te dado… mas, sei la as vezes eu me vejo em seus olhos.

 e isso me dói,  se você soubesse o quanto eu queria retribuir isso. 
o quanto eu queria poder dizer eu também,  quando você disser te amo.

eu posso, mas não quero, mentir nem magoar, afinal eu sei o quanto doí…

eu só posso estar louca.  


nem sei oque estou escrevendo mas preciso escrever, por você.

Morfina.

Quando lutamos contra nós mesmos, somos os únicos a colecionar feridas. Até que ponto vale a pena ater-se ao caminho da menor-dor, do baixo risco e do conforto calculado? Você grita para si mesma com tanta força essa mentira, que acaba por não ouvir o peito clamando por um segundo de atenção. Mas eu consigo ouvi-lo, quando ele encosta no meu, e sigo aguardando o dia em que a tua garganta, de tão rouca, deixe chegar aos teus ouvidos o que para mim fica claro toda vez que teus olhos fecham antes dos meus: é recíproco.

Eu poderia dizer que fui acometida por uma abstinência de sensações às quais já estava acostumada. É o que você sempre diz, mas eu ainda não me acostumei a você. Por isso que eu sempre volto, mesmo quando a minha auto estima implora para que eu espere por um sinal teu. Teus sinais foram dados; nós é que falamos línguas diferentes, quando o assunto é sentir e expressar.

Eu poderia dizer o que já repeti em refrões antigos: que sou “alguém pra ocupar o lugar / de quem não vai voltar”. São palavras que me saltam da língua e param nos dentes, sempre que sinto medo de que você confirme a minha hipótese. Então eu sigo o teu conselho de me ater apenas às tuas ações. E assim eu sigo, tirando da tua boca frases impensáveis, do teu peito, o calor que eu preciso e, da tua vida, tudo que vai de encontro aos teus planos de não me deixar entrar. Aluguei um espaço no teu pensamento e me sinto confortável aqui, embora nada me garanta que eu não possa ser despejada. Se for pra ser, que assim seja: o frio da rua é mais confortável do que um lar onde já não se quer mais morar. E faz tempo que eu me mudei, jogando fora as chaves da antiga morada.

A vida ensina, a gente aprende. No entanto, isso não quer dizer que não devamos, às vezes, desobedecer as leis que nós mesmos criamos. Cansei de lutar contra mim mesma, pois já me cobrem o corpo feridas em diferentes fases de cicatrização. Aqui estou, pronta para me aplicar com mais algumas doses cavalares de você,(não mais!!) se assim me permitir. E eu já não mais vivo sem essa morfina que eu batizei com o teu nome, há alguns meses atrás(mentira).

Sobre verdades e mentiras

Talvez não caiba a mim encontrar o paradeiro do romance perdido. É que ele não me escapou pelos dedos desatentos, não está ao relento entre o meio-fio e os carros, não se esvaiu junto às memórias de uma madrugada ébria. Me corrói as entranhas cogitar a hipótese de que talvez jamais tenha, de fato, existido aquilo que tenho procurado. Me perfura os pulmões a constatação daquelas coisas que, mesmo quando assumidamente prováveis e esperadas, eu – ingenuamente –  negava até o fim que pudessem acontecer:

As piores verdades são aquelas que parecem mentira.

Mas então o que é a verdade, se não tudo aquilo em que acreditamos com todas as nossas forças, até o fatídico momento em que não cremos mais? As verdades mudam, e as tuas o fazem numa velocidade que acredito que ninguém seja capaz de acompanhar. Justamente, por medo disso, tratei de despir meus sentimentos de poesia. No entanto, as nossas situações, mesmo nuas de significado, mesmo ceticamente analisadas com a frieza de um cirurgião, teimavam em rabiscar sorrisos na minha cara. Sorrisos que não saíam em água corrente. Mesmo assim, tenho vivido ao pé da letra o ‘dia-após-o-outro’, jamais adornando os dias com os meus costumeiros exageros que conheço bem. É difícil manter os pés no chão enquanto a mente voa.

Talvez o que me compete seja justamente diagnosticar a completa inexistência do romance, ou constatar que trata-se de um bobo conceito hipotético. Uma ideia que nos inspira, que nos motiva, que nos estufa o peito através de um brusco sopro do mais puro nada. Uma isca que nós, mesmo após fisgados sucessivas vezes, seguimos mordendo, constantemente e com convicção. E eu mordi mil vezes e vou morder outras duas mil,(mentira!!) justamente por acreditar na ínfima chance de – somente por uma vez – aquilo tudo não ser uma mentira.

As piores mentiras são aquelas que parecem verdade.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Un Papillon Perdu Parmi Les Lions: Ofélia - o Julgamento...

Un Papillon Perdu Parmi Les Lions: Ofélia - o Julgamento...: Manhã de setembro, acordei com uma vontade louca de por um fim nessa historia… estava completamente decidida… fui até o galpão onde meu pai...

alguém sabe amar?

A longa data tudo se subtrai, até o mais puro e verdadeiro amor, se desgasta some…as coisas perecem  e os sentimentos também… não se deixa  de amar, apenas não se ama mais na mesma intensidade… o amor é assim. Vai saber coisa de momento. O amor é aquele beijo num desconhecido naquela noite chuvosa..  aquela  transa depois daquela balada regada a álcool.
Não. Eu não acredito em  amor, a primeira vista muito menos em amor eterno.
Pois sim meus caros,  sinto  lhes informar mas, eles não existem. E ninguém nunca foi ou sera feliz  em um relacionamento de qualquer tipo. Por que quando se envolve mais do que um individuo.  A decepção  é inevitável, alguém sempre espera demais e outro alguém sempre é incapaz.
Pois,Não existem  pessoas perfeitas. Nem juntas e muito menos separadas. Existe o ser humano.  Errado errante.  E o casal burro inocente.
Sobretudo é importante,  e devemos sim  sentir o amor.  Mas você sabe oque é isso?


Amor.. você sabe oque é amar?

Ofélia - o Julgamento...

Manhã de setembro, acordei com uma vontade louca de por um fim nessa historia… estava completamente decidida… fui até o galpão onde meu pai mantinha escondido em um fundo falso numa mesa  coberto por uma caixa de ferramentas um revólver calibre 12. Eu estaria me tornando cética também, mas alguem deveria por um fim nisso e vingar todas as outras pessoas que, como eu, também foram vítimas. Fazia sol lá fora era um ótimo dia para morrer até demais para ela.  Escondo o revólver  no bolso de dentro da minha blusa. Passo pela sala  onde meu pai  deitado no sofá assiste ao jornal matinal. Na cozinha minha mãe, ah minha querida mãezinha assustada por eu estar  acordada aquela hora, peguei as chaves do carro que meu pai   deixara  na mesa da cozinha  ontem a noite. Sai sem dizer uma palavra. Meu destino?
Rua João Almeida. bairro Anápolis, número 369.  Vítima: Ofélia. Uma garota de 19 anos que se acha no direito de julgar os outros.E por ser riquinha, esnoba os pobres.Eu não iria matar alguém sem motivos aparentes.Mas muita gente morreu vítima de suas brincadeiras e zombarias.Aliás, muita gente matou-se por esse motivo. Paro o carro do outro lado da rua… faltam 15 minutos para ela sair de casa.Espero ansiosa
Abaixo o vidro do carro. Não há ninguém na rua, apenas eu me concentro, pois o tiro tem que ser certeiro. Ninguém verá ninguém saberá, depois eu jogo o corpo no rio ou queimo.
Ou talvez, eu enterre  atrás de casa, há um carreirinho que leva até o rio. Talvez lá na beira eu a enterre. Lá vem ela, a luz se apaga,  a porta se abre… ela olha fixamente para o carro. Estou com a mira pronta, apontada para o seu coração. O orgão mais frágil. O suor escorre pela minha cara. Minha mão um pouco tremula coberta pela luva de latex, que impossibilita a marca de minhas digitais. Meu dedo indicador  encosta no gatilho frio, como o coração de Ofélia, na época em que tive o desprazer de estudar com ela. Em que ela me humilhou sem dó nem piedade. E agora estou aqui a segundos  de me vingar. Eu falo baixinho o nome de todos  DE TODOS que se mataram por  não terem forças para superar tamanha crueldade  à que ela nos submetia…
Se mamãe  estivesse aqui me diria que era bobagem.Que eu deveria apenas sorrir pra que ela visse que eu estava feliz e que era forte o suficiente para superar.
Se fosse o papai me diria pra ir em frente, e acabar logo com isso.
Chega de papo furado. Ela esta desconfiada. Com medo de ser reconhecida puxo o gatilho.  E a bala se vai….  um estouro se escuta  e Ofélia cai ao chão mas ainda se debate  saio correndo do carro  e olhando em seus olhos  quase apagados eu falo bem baixinho  isso é pelos outros que foram mais fracos…isso é por mim. E sem dó muito menos piedade lhe dou outro tiro no meio da fuça  o seu sangue mancha  a grama de escarlate. Olhei para os lados me certificando de que não havia ninguém ali… estávamos sozinhas eu  e ela ali  cara a cara como nunca estivemos antes.
Rapidamente  embalei seu corpo num plástico preto  que encontrara no galpão  e a coloquei no porta malas. junto com a pá.ligo o carro  e vou me embora. Deixando para trás todo o passado sombrio  que eu levava  nas costas.  E toda a culpa por ter deixado outros perderem a vida por uma coisa tão irrelevante, por não ter  conseguido ajuda-los a superar  assim como  eu estou fazendo agora..chego na porteira de casa minha mãe está me esperando na varanda.. preocupada. Meu pai ainda está deitado no sofá.. estacionei o carro atrás do galpão tirei-lha com todo cuidado que tive para coloca la ela não me é muito pesada.arrasto-lhe até o carreirinho. Na beira do rio.  Volto para pegar a pá. Minha mãe me chama e pergunta-me oque estou fazendo. Digo-lhe que estou  brincando a beira do rio. Ela fica mais tranquila. E volta a fazer o almoço.enquanto eu volto correndo com a pá na mão. E dolorosamente e incansavelmente faço um buraco não muito maior  que um  cachorro de porte médio.  O suficiente para ela…e assim o fiz até por que não aguentaria  mais uma pazada  só que fosse.é claro q ela não caberia, a não ser que lhe quebrasse as pernas, alias que mal tem? Ela já estava morta mesmo. E nada mais justo  ela morrer  ‘’paraplégica’’ pra vingar meu amigo  Pedro. que naquele tempo também foi vítima de suas zombarias.dei-lhe uma pazada  na perna esquerda fazendo com que o fêmur quebrasse ao meio. E depois sequencialmente na perna direita. Pronto  agora era só cortar  a pele com um pequeno canivete que portava no bolso da calça.  Coloquei primeiro as pernas. Depois o resto do corpo.  A cada pazada de terra que a cobria  eu recitava o nome de todos novamente…

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Laços.

É aí que tu começas a pensar nesses laços invisíveis que nos amarram uns aos outros. Que tamanho eles podem ter? Podem continuar apertados mesmo quando suas pontas já não mais ocupam o mesmo lugar? Sentes um fisgão nos pulsos quando abraças outro alguém?
Livra-te dos laços. Não falo de cortar. Podes desamarrá-los com o mesmo carinho que tiveste quando os tornaste apertados como braçadeiras. Lembra-te de que laços não são algemas.
Agora divide essa corda e presenteia quem tu quiseres com esses pedaços. Eles são pequenos o suficiente para não virarem nós? Perfeito.

Promessas convicções

E eu que tinha jurado pra mim mesma que nunca mais iria me permitir amar outro alguém sem ter certeza que esse outro alguém me amaria também. Tinha jurado não mais chorar não mais sofrer. Por amor.
Eu tenho minhas convicções. Tinha. Olhar pra trás e ver-se contrariando todas as convicções que pareciam gravadas em pedra pode ser dolorido. E é como em todas as vezes que assumimos nossos próprios erros. Eu to passando por cima de muitas convicções, aqui. Eu to quebrando uma porção de promessas infantis, também.

Mas quem sou eu, pra me contrariar?

Eu queria saltar de um avião e abrir o pára-quedas somente no último milésimo de segundo que me separaria da eternidade.
Mas aí alguém me chamou para planar.
Alguém nada. TU.

E eu não estou aqui para ser mais um capítulo insignificante no teu livro de contos. Já passei por tantos livros mal-escritos que hoje me encarei no espelho antes de te ver, dizendo: “não mais”. O que existe entre nós é tão perturbador que tenho medo de imaginar o que existe em jogo aqui. A folha está em branco. Essa relação disforme pode ter o significado que tiver, mas vai ser sempre superlativa em vários aspectos. Cabe a mim administrar na cabeça a responsabilidade de ter todas as fichas apostadas, sempre. Cabe a ti pegar na minha mão e jogar os dados.
O sentimento que eu pulverizo em forma de palavra escrita abre espaço no meu peito para o que é novo. Me pego falando sozinha, perguntando pra mim mesmo até quando eu consigo sustentar por debaixo da minha cara sisuda o sorriso que me rasga a face de fora a fora. Talvez se eu te mostrasse tudo, tu passaria por cima de mais umas convicções. O caminho é agridoce, e começa debaixo desses lençóis dos quais a gente hesita tanto em sair.

Quando com um passo tu ficas...

mais distante é porque ele também está indo embora.





Já me ocupam cada centímetro do peito os mesmos sentimentos que eu vivia na ocasião em que te conheci. Sinto-os como se fossem inteiramente novos. A circunstância é outra, a pessoa é outra, e até o próprio sentimento assume diferentes formas.
E assim eu sigo, tirando da tua boca frases impensáveis, do teu peito, o calor que eu preciso e, da tua vida, tudo que vai de encontro aos teus planos de não me deixar entrar. Aluguei um espaço no teu pensamento e me sinto confortável aqui, embora nada me garanta que eu não possa ser despejada.
Mas por que é que nós, ao mesmo tempo em que fugimos do que não nos fere, acabamos nos jogando, despidos de qualquer armadura, aos leões?
E é assim que me vejo hoje, me jogando  despida de armadura  a você, aos leões…
Acho q me iludi demais, como sempre. Eu sei  como tem que ser , eu já passei por isso.
Mas será que existe burrice maior do que saber todas as respostas? E sabedoria maior que a sabedoria de se deixar enganar?  Eu sei como tem que ser, mas eu não mudo.
ME MUDA!
E eu me vejo cometendo os mesmos erros.fazendo tudo errado de novo. DE NOVO. Me precipitando, respondendo a mim mesma , duvidas que tenho em relação a ti. Mas eu não sou você eu não penso como você.   E eu não paro.
ME PARA!
Sinto que somos como dois carrosséis que giram em sentidos opostos. Eu não quero saber o que acontece quando estamos de costas um para o outro. Há pouco estávamos aqui, enxergando um ao outro de uma distância que pode ser medida com os dedos de uma mão. E eu senti tudo aqui, quieta. Fechava os olhos sempre que sentia os meus pensamentos tentando saltar através das órbitas. Tive medo de vê-los derramados pelos lençóis, de vê-lo olhando atônito para aquilo tudo, como se não fosse capaz de ouvir os meus olhos gritando.
Já tive sentimentos imensuráveis. Imensurável também era tudo que vinha agregado ao fato de sentir algo que não cabe no peito. A orquestra foi perdendo, aos poucos, seus membros mais importantes, até que o desfalque era tamanho que me feria os ouvidos. Uma desafinada sinfonia, sem melodia nem cadência, conduzida por um maestro que não está mais lá. Hoje minha filarmônica ensaia um movimento diferente, que eu tento chamar, mas não consigo, de distração. Uma grande orquestra tocando uma pequena canção.
E a música dele é nova, é rara, é curta, e quase nunca toca no meu gramofone. Mas é no mesmo tom da minha. Ele parece não saber que cada nota ficou na minha cabeça, como uma partitura escrita pelas paredes da minha casa. Ele parece não querer saber. Mas cá estou eu, sempre falando um pouco demais.Porra, guri. Porra. Quem te escreveu assim?
Em versão resumida: não consegui te decorar, não sei te tocar, e me pergunto algumas vezes por dia quando é que vou ouvir novamente, essa canção.
A música estava no ar o tempo todo, eu é que estava usando fones.
e eu só quero  te sentir mais, eu só quero te ouvir mais,  te provar mais, mas eu não sei como fazer.
quase sempre eu penso que deveria parar de agir assim  e eu não paro.
ME PARA!

Sobre nós sobre mim...

Será que existe algo mais emocional do que optar por ser racional, por medo de errar novamente? E o que é mais racional do que permitir que essa emoção guie cada um dos nossos passos? Às vezes são tão altas as vozes de fora, que a gente acaba não ouvindo o peito gritando. O meu peito é que gritou alto demais, calando as vozes de fora. Epifania. Compreensão súbita. Era como se estivesse tua imagem estampada em tudo que vejo. E aquela presença permanente no meu pensamento me fez percorrer a extenuante e perigosa trilha que me leva de encontro a ti.
A gente pensa que, com o passar do tempo, aprendemos a pular as rasteiras que nos são passadas. Digo, por experiência própria, que existem tombos que eu adoraria tomar de novo. Me via novamente ansiosa. Tão ansiosa que passei a olhar pros lados, sempre achando ser a tua voz qualquer ruído que me atingisse os tímpanos. As vezes em que acertei são minoria, mas eu aprendi demais, justamente por errar demais.( ou não….).
Os minutos que a gente tem juntos viram dias e semanas em câmera lenta, dentro da minha cabeça, toda vez que eles me levam de você. Meu coração está vazio, sem mobília. Mas tudo que eu preciso agora é de espaço pra te construir dentro do meu peito, com as poucas peças que tenho em mãos.(e eu já fiz isso, de tal forma  que agora não consigo mais te tirar dele) já se tornou permanente  como  essas letras que tenho rabiscada na minha mão esquerda….

Eu aguento. Basta que feche os meus olhos e dê play numas poucas horas de filme, e uma mísera foto sem resolução no meu mural. Cá estou eu, perdendo o controle, de novo.
Tudo acontecia devagar. Tudo que ele fazia parecia, aos meus olhos, acontecer em câmera lenta. Como se fizéssemos amor debaixo d’água.
Nada mudou: continua tudo mudando a todo minuto.
A dor no peito daqueles que tiveram medo é infinitamente maior que a dor de quem tentou e caiu.

Mas eu não mudo ME MUDA.

Enfim….
Na mosca, guri. Na mosca.
É sua, aquela silhueta turva dois quarteirões adiante?
Por quê sozinho?
Seria apenas na minha cabeça?
Tenho acordado de sonho nenhum, tenho dormido apenas pra ver se paro de sonhar…
… pra variar.
E é tão real, o pesadelo de perder o discernimento pra sempre.
Meus pensamentos são como um farol que não consegue se esconder na praia deserta. Ele sempre estará lá, ao alcance dos teus olhos, te impedindo de naufragar em mim. E não há nada capaz de me apagar.
Só queria, por meia-hora que fosse, me ver diluída no horizonte de uma noite qualquer. Uma dessas em que tu vagas por aí sozinho, trocando pernas, balbuciando impropérios ao vento. E ter o que eu sinto invisível aos teus olhos. Por meia-hora que fosse, te fazer me querer sentir na meia-hora seguinte.

Despida de poesia

Há muito tempo  contruí um muro, uma fortaleza em volta de mim….Com tudo que eu ”aprendi” com você ( ou pelo menos achei que tinha aprendido).
a alguns  dias atrás, vesti minha armadura e me fechei nessa fortaleza só minha no ”meu mundo” (achava que era forte).
não deixaria ninguém entrar, eu não queria mais ninguém, eu não queria mais sofrer.Eu estava decidida  a não deixar ninguém entrar,  até conhecer você, até eu ver seu sorriso, até eu sentir teu toque.
então me vi despida de qualquer armadura, me vi  despida de poesia… ao seu lado.
Atirada pra fora da minha fortaleza, que agora tenho te ajudado a destruir,  acho que  já passou da hora de descarrilhar trens, trazer  ao chão os aviões.
e agora que me despi de qualquer armadura me vejo entregue totalmente  ao amor a você. como nunca estive antes.  e agora é o momento em que meu peito pode  ser perfurado pela mais insignificante  flecha de papel. NÃO GRITA…

Hey esse coração que tu levastes pra ai é meu traz de volta!!!



Sobre coisas que não sei

Enquanto meus braços não são capazes de te alcançar, contento-me com a certeza
de que estamos sob o mesmo céu, e com a chance de estares olhando para a mesma
estrela que eu. Porque nós dois somos um e nada mais vai ser tão especial
quanto nós e as nossas decisões. Sinto sua falta, cinco minutos é pouco pra mim,
me devolve a minha eternidade. Vou fingir que estou beijando, os lábios que
sinto saudade, e esperar que meus sonhos se tornem realidade….

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Assassina todos gritavam!

Ela sabia o quão difícil seria,sabia que era impossível voltar lá e tentar ver tudo com outros olhos e ser forte...Não chorar.
Mas a culpa ainda a persegue  e os pesadelos a noite não lhe deixam mais dormir...

Assassina todos gritavam!
Assassina todos julgavam!

Mas ela corria cada vez mais longe, pois sabia que não era forte o suficiente pra aguentar e esse era a única maneira que via  de não desabar e admitir que aquela  carapuça de menina forte na verdade era só uma mascara barata e nesse momento ela não podia fraquejar!

Assassina todos gritavam!
Assassina todos julgavam!

Só que ninguém sabe que se ela pudesse voltar teria feito tudo diferente
Só que é mais fácil julgar do que oferecer ajuda...


Assassina todos gritavam!
Assassina todos julgavam!
Assassina todos gritavam!
Assassina todos julgavam!
Assassina todos gritavam!
Assassina todos julgavam!
Assassina todos gritavam!
Assassina todos julgavam!