domingo, 8 de setembro de 2013

Disfarça

Ele diz que até dormir se tornou uma tarefa difícil, que não consegue parar de pensar. Faz-se presente através de toda e qualquer rede social a qual você possa pertencer, pra dizer amenidades como quando lembrou de você ao escutar aquela música ou para lembrá-la de como seus olhos ficam pequenos enquanto você sorri. 
Ressurge com delicadas recordações de momentos nos quais você ainda nem desconfiava que ele só tinha olhos pra você. 
Entre pequenas brechas, o desgaste entre as soldas da armadura a torna cada vez mais penetrável. 
Existem inúmeras teorias sobre qual foi realmente a primeira vez em que seus caminhos se cruzaram e sobre como tudo seria mais fácil se…

Ele a observa de uma forma incrivelmente arrebatadora, não deixando que lhe sobre espaço pra nenhum tipo de raciocínio lógico. Não faz sentido e talvez esse seja o sentido afinal. Não existem alternativas além da violenta vontade de mergulhar tão fundo quanto seu tímpano possa permitir, até que seus pulmões esvaziem-se por completo reivindicando por uma dose de ar puro novamente.

Carinhosamente entrelaça a mão na sua enquanto o polegar dele parece fazer suaves desenhos ao redor da sua pele (sinto saudade disso). Esboça um sorriso lateralizado, que confessa uma covinha tímida, enquanto tem dificuldade de manter os olhos fixos em você. Você terá um enfarto agudo do miocárdio muito em breve , tenha sempre à mão uma aspirina, se não começar a inspirar profunda e lentamente. Você sente corar-lhe a face e seu corpo passa a eliminar grandes quantidades de calor, a mão treme descontroladamente ao som da batida ansiosa dos seus pés no chão.
Você o escuta balbuciando algo ininteligível.
Disfarça.
O momento se tornará perfeito se não pronunciarmos uma só palavra sequer.

Apaixonei -me

Encontrei-me. Deparei-me novamente comigo mesma, aquela com a gargalhada solta, com a personalidade impetuosa, do brilho refletindo-se no olhar, do desejo de ser livre. Apaixonei-me por mim novamente, pelo eu calado que não se manifestava mais. pelo mesmo eu que solicitava a minha atenção, que pedia baixinho quase como quem sussurra um pedido ao vento. O eu cansado de não ser ouvido, exausto por tantos murmúrios. Mesmo que o tentassem manter recluso por vontade, obrigação, culpa ou medo… Ele agora esmurrava paredes.

crise dos vinte!

 E aqui estou eu  no alto dos meus vinte anos perdendo o controle denovo. me vejo como uma menininha frágil aqui sentada em minha cama  com o  coração na mão e as borboletas na barriga. Te esperando sem saber se vem ou não, a musica triste ta rolando e as lagrimas vem  surgindo quando o amor não cabe  no peito escorre pelos olhos saltam pela boca nessas palavras que tento te dizer na linguagem do amor. Pareço aquelas menininhas apaixonadas... 

....E sou mesmo!Apaixonada por você, teu cheiro, teu riso, tua voz, teu brilho, teu carinho, teu tudo.

As vezes tenho tanta raiva de ser assim de sentir tanto, de querer parecer ser forte quando bem lá no fundo sou uma menininha fraca e com medo com muito medo. Medo de se entregar, de querer, de se arrepender as vezes até de viver. Talvez eu tenha criado essa menina forte pra esconder  tudo isso pra não revelar que no fundo sou um fracasso como pessoa que tudo aquilo que eu sonhei ser,  não passou de sonho e foi apagado. Ou também porque tive que ser forte tive que enfrentar mil leões por dia tive que me fazer mulher cedo e no fundo isso não era o meu sonho, e ver sua vida indo ao contrario de seus sonhos te levando cada segundo para mais longe deles é aterrorizante crescer sem querer ou crescer sendo obrigada. Quando a vida te acorda de supetão quando tu  finalmente bates de cara no muro da realidade é duro e doí. Mas também não da pra viver de sonhos a vida inteira.Sonhar muito nos faz esquecer  que quando acordamos há uma  realidade a ser vivida, o problema de crescer é que todos os teus atos vem com consequências. Você não é mais cafe com leite agora se  você errar vai ser condenado e você tem que aprender isso sozinho você tem que vencer todos os teus medos. Não sou de ferro também choro e muito também sinto e muito. Sinto falta de quando  a coisa mais perigosa que eu poderia fazer era atravessar a rua sozinha ou soltar a mão da minha mãe sinto falta de quando eu era tão pequenininha que cabia no coração de todos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

tabbies

Volta e meia ela me visitava, vinha sempre sozinha e faminta. Quando eu menos esperava
Lá estava ela com seus olhos doce cor de mel a me olhar pela janela.
Seus olhos me chamavam, pediam ajuda, me acariciava  até eu dormi e sumia como o sol no horizonte  de tardezinha. Ela sempre me contava historias. Da onde vinha e como lá era lindo. Embora às vezes faltava –lhe comida amor e compreensão, as vezes me contava historias de monstros, como  da vez que fora seguida por um moço.. Ela me pedia abrigo, e em troca me ofereceria amor, proteção e carinho.
Eu sempre espero aqueles olhos, um dia encontrei-os  junto  a outros olhos, cor de chocolate,  pareciam –me tão ásperos.  Trouxera um amigo, que logo de cara não gostei.
Ela parecia querer me dizer algo. Olhava pra mim, olhava pra ele, para as cicatrizes que cobriam –lhe o peito.
Ela me contou o motivo das cicatrizes. Foi um moço na infância…

QUE CRUELDADE!

Eu ainda não entendia o motivo de tanto desespero, porque os olhos dela percorriam todo o quarto e meu rosto afim de que estivesse o memorizado. Eu não entendia o motivo de tudo aquilo.  Oque ele fazia ali? Porque ela trouxe ele?  Achei que nossa amizade fosse um segredo.

É claro, como eu não percebi…

Era ele o monstro, o moço, o cara que perseguia. Tinha chegado sua hora, ela queria se despedir… Abraçou-me firme e forte.  Uma lagrima, nem sabia que podia chorar. Ela beijou-me a testa deitou – me na cama me cobriu, contou-me uma ultima historia e quando a luz se apagou ela se fora.