sábado, 22 de fevereiro de 2014

Discurso breve...

Gostaria de agradecer a todas as pessoas, animais e coisas que possibilitaram que hoje eu completasse 21 anos de vida. Todos os médicos que não esqueceram seus bisturis dentro de mim. Aranhas, escorpiões e cobras que não me picaram. Motoristas que me viram e frearam. Bicicletas que não quebraram enquanto eu descia lombas a 60km/h. Todos os cachorros que só cheiraram, mas não morderam. Todas as praias em que, quando eu estava me afogando, ficaram mais rasas, possibilitando que eu desse impulso com os pés no chão. Aviões que não caíram. Coração que não parou. Raios que pararam nos pára-raios. Venenos de rato que não comi quando criança. Todas as boias e coletes salva-vidas. Todas as joelheiras e cotoveleiras. Tampas de boeiras que estavam firmes. Assassinos que não cruzaram o meu caminho. Bois que não me contaminaram com febre aftosa. Armas descarregadas, muros firmes, árvores fortes, imóveis bem construídos. Enfim, obrigado a todos.

Muito mais coisas estão aí para nos matar do que para nos fazer viver. 

Portanto, um brinde a todas as coisas, animais e pessoas.

Sugestões de presente:
silicone.
Carteira de motorista.
um gato.
Um final de semana numa praia bonita ou numa estação de esqui.

Parabéns pra mim lol

No center norte supermercados eu estava com meu carrinho, comprando itens que obedeciam uma lista pré-fornecida pelos meus HOUSEMATES. Fila do pão. Pão é uma das EFEMÉRIDES da FELICIDADE SUPREMA. Não existe gol, surpresa, orgasmo… não existe nada que supere um PÃO SAINDO DO FORNO. Estava lá, abraçada no saco de pães quando toca meu telefone. “Feliz Aniversário”. Agradeci. Aí denovo. “Feliz Aniversário”. Agradeci. Em um intervalo de 3 minutos, fui contactada por pessoas que eu quero muito bem e que me fazem muito feliz. E eu estava com um saco de pães fresquinhos e absurdamente quentes, audivelmente implorando por um belo naco de manteiga ou margarina. Eu sei que é por causa do Facebook que as pessoas se lembram, mas mesmo assim, nada se compara a esses momentos em que o PRESIDENTE DO UNIVERSO parece estar dando uma ajudinha pra gente. Quando ele olha pra gente fala: “bah, essa guria precisa de uma ajudinha”. Aí ele põe um solzinho do lado de fora da janela, um cachorro engraçado mijando numa árvore, uma lindo guri sorridente servindo o café na panificadora Itália.
* “Hoje é teu aniversário” – disse o presidente – “vou te dar aquela ajudinha hoje porque tu mereces”. Me fez lembrar da infinidade de pessoas queridas que eu tive a felicidade de trombar. Do alto dos meus 20 anos, sento num confortável sofá de NAPA e relaxo. Pego o controle. Rebobino e avanço. Procuro. Procuro, dentre todos os rolos e rolos de filme 35mm, as cenas que eu gostaria de condensar num videozinho de 3 minutos. Recortar, selecionar e editar esse vídeo é um trabalho hercúleo, mas infinitamente prazeroso. É o tempo que tu demoras pra ler esse textinho psicografado notívago e sem revisão. É o tempo que eu demorei pra perceber que tenho motivos muito fortes pra recolher minhas pálpebras e encostar um pouco de luz nos meus olhos, todo dia de manhã.
E foi no center que eu pensei em tudo isso, enquanto um lindo moço (valeu, presidente) fatiava 500g de queijo mussarela pra mim. Levei meu indicador até meus lábios e fiquei pensando, de forma que os corredores sorrateiramente sumiram e eu já estava dentro de uma claustrofóbica sala de edição, escolhendo os momentos que eu gostaria de nunca esquecer. “Guarda esse” – pensei. A câmera me pegava de longe, como se fosse uma câmera de vigilância de um supermercado. Era um supermercado. E eu estava sorrindo, guardando em meus olhos as mesmas dúvidas de sempre, os mesmos problemas e novas soluções. E eu estava sorrindo sozinha, como se tivesse me lembrado de alguma piada. Mas não era por isso. Era o cheiro de pão recém-saído do forno. Era eu como protegida do PRESIDENTE DO UNIVERSO. Valeu aí, tio.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Musica sem nome.

Tentei tantas vezes encontrar você.

( na rua vazias, nos dias de chuva)

Tentei por tantas vezes não me perder

(no seu sorriso, em você)

Como se fosse possível não me perder Ao te encontrar…


Aonde esta você?

Enquanto estou aqui escrevendo esses versos para Fazer-lhe sorrir…

(recitar para você dormir)

Aonde foi você quando eu parti?

Tão sozinha, não sei o porquê te deixei ali

Tentei tantas vezes encontrar você

(em escritas antigas)

Tentei tantas vezes não me perder

(em lembranças de nos,)

E agora que te encontrei

(não me vejo mais em outros braços)


Aonde está você?

Sobre coisas que não sei, mas já senti.

Enquanto meus braços não são capazes de te alcançar, contento-me com a certeza
de que estamos sob o mesmo céu,
 com a chance de estares olhando para a mesma
estrela que eu. 


Porque nós dois somos um e nada mais vai ser tão especial
quanto nós e as nossas decisões. 



Sinto sua falta, cinco minutos é pouco pra mim,
me devolve a minha eternidade. 



Vou fingir que estou beijando, os lábios que
sinto saudade, e esperar que meus sonhos se tornem realidade….

Despida de poesia

Há muito tempo  contruí um muro, uma fortaleza em volta de mim….Com tudo que eu ”aprendi” com você ( ou pelo menos achei que tinha aprendido).


A alguns  dias atrás, vesti minha armadura e me fechei nessa fortaleza só minha no ”meu mundo” (achava que era forte).
não deixaria ninguém entrar, eu não queria mais ninguém, eu não queria mais sofrer.Eu estava decidida  a não deixar ninguém entrar,  até conhecer você, até eu ver seu sorriso, até eu sentir teu toque.


Então me vi despida de qualquer armadura, me vi  despida de poesia… ao seu lado.


Atirada pra fora da minha fortaleza, que agora tenho te ajudado a destruir,  acho que  já passou da hora de descarrilhar trens, trazer  ao chão os aviões.


E agora que me despi de qualquer armadura me vejo entregue totalmente  ao amor a você. como nunca estive antes.  e agora é o momento em que meu peito pode  ser perfurado pela mais insignificante  flecha de papel. NÃO GRITA…



HEY! esse coração que tu levastes pra ai é meu traz de volta!!!

Sobre nos sobre mim...

Será que existe algo mais emocional do que optar por ser racional, por medo de errar novamente? E o que é mais racional do que permitir que essa emoção guie cada um dos nossos passos? Às vezes são tão altas as vozes de fora, que a gente acaba não ouvindo o peito gritando. O meu peito é que gritou alto demais, calando as vozes de fora. Epifania. Compreensão súbita. Era como se estivesse tua imagem estampada em tudo que vejo. E aquela presença permanente no meu pensamento me fez percorrer a extenuante e perigosa trilha que me leva de encontro a ti.
A gente pensa que, com o passar do tempo, aprendemos a pular as rasteiras que nos são passadas. Digo, por experiência própria, que existem tombos que eu adoraria tomar de novo. Me via novamente ansiosa. Tão ansiosa que passei a olhar pros lados, sempre achando ser a tua voz qualquer ruído que me atingisse os tímpanos. As vezes em que acertei são minoria, mas eu aprendi demais, justamente por errar demais.( ou não….).
Os minutos que a gente tem juntos viram dias e semanas em câmera lenta, dentro da minha cabeça, toda vez que eles me levam de você. Meu coração está vazio, sem mobília. Mas tudo que eu preciso agora é de espaço pra te construir dentro do meu peito, com as poucas peças que tenho em mãos.(e eu já fiz isso, de tal forma  que agora não consigo mais te tirar dele) já se tornou permanente  como  essas letras que tenho rabiscada na minha mão esquerda….


Eu aguento. Basta que feche os meus olhos e dê play numas poucas horas de filme, e uma mísera foto sem resolução no meu mural. Cá estou eu, perdendo o controle, de novo.
Tudo acontecia devagar. Tudo que ele fazia parecia, aos meus olhos, acontecer em câmera lenta. Como se fizéssemos amor debaixo d’água.
Nada mudou: continua tudo mudando a todo minuto.
A dor no peito daqueles que tiveram medo é infinitamente maior que a dor de quem tentou e caiu.

Mas eu não mudo ME MUDA.

Enfim….

Na mosca, guri. Na mosca.
É sua, aquela silhueta turva dois quarteirões adiante?
Por quê sozinho?
Seria apenas na minha cabeça?
Tenho acordado de sonho nenhum, tenho dormido apenas pra ver se paro de sonhar…
… pra variar.
E é tão real, o pesadelo de perder o discernimento pra sempre.
Meus pensamentos são como um farol que não consegue se esconder na praia deserta. Ele sempre estará lá, ao alcance dos teus olhos, te impedindo de naufragar em mim. E não há nada capaz de me apagar.
Só queria, por meia-hora que fosse, me ver diluída no horizonte de uma noite qualquer. Uma dessas em que tu vagas por aí sozinho, trocando pernas, balbuciando impropérios ao vento. E ter o que eu sinto invisível aos teus olhos. Por meia-hora que fosse, te fazer me querer sentir na meia-hora seguinte.

Quando com um passo você fica dois passos mais distante é porque ele também ta indo embora...

Já me ocupam cada centímetro do peito os mesmos sentimentos que eu vivia na ocasião em que te conheci. Sinto-os como se fossem inteiramente novos. A circunstância é outra, a pessoa é outra, e até o próprio sentimento assume diferentes formas.
E assim eu sigo, tirando da tua boca frases impensáveis, do teu peito, o calor que eu preciso e, da tua vida, tudo que vai de encontro aos teus planos de não me deixar entrar. Aluguei um espaço no teu pensamento e me sinto confortável aqui, embora nada me garanta que eu não possa ser despejada.
Mas por que é que nós, ao mesmo tempo em que fugimos do que não nos fere, acabamos nos jogando, despidos de qualquer armadura, aos leões?
E é assim que me vejo hoje, me jogando  despida de armadura  a você, aos leões…
Acho que me iludi demais, como sempre. Eu sei  como tem que ser , eu já passei por isso.
Mas será que existe burrice maior do que saber todas as respostas? E sabedoria maior que a sabedoria de se deixar enganar?  Eu sei como tem que ser, mas eu não mudo.

ME MUDA!

E eu me vejo cometendo os mesmos erros.fazendo tudo erado de novo. DE NOVO. Me precipitando, respondendo a mim mesma , duvidas que tenho em relação a ti. Mas eu não sou você eu não penso como você.   E eu não paro.

ME PARA!

Sinto que somos como dois carrosséis que giram em sentidos opostos. Eu não quero saber o que acontece quando estamos de costas um para o outro. Há pouco estávamos aqui, enxergando um ao outro de uma distância que pode ser medida com os dedos de uma mão. E eu senti tudo aqui, quieta. Fechava os olhos sempre que sentia os meus pensamentos tentando saltar através das órbitas. Tive medo de vê-los derramados pelos lençóis, de vê-lo olhando atônito para aquilo tudo, como se não fosse capaz de ouvir os meus olhos gritando.

Já tive sentimentos imensuráveis. Imensurável também era tudo que vinha agregado ao fato de sentir algo que não cabe no peito. A orquestra foi perdendo, aos poucos, seus membros mais importantes, até que o desfalque era tamanho que me feria os ouvidos. Uma desafinada sinfonia, sem melodia nem cadência, conduzida por um maestro que não está mais lá. Hoje minha filarmônica ensaia um movimento diferente, que eu tento chamar, mas não consigo, de distração. Uma grande orquestra tocando uma pequena canção.

E a música dele é nova, é rara, é curta, e quase nunca toca no meu gramofone. Mas é no mesmo tom da minha. Ele parece não saber que cada nota ficou na minha cabeça, como uma partitura escrita pelas paredes da minha casa. Ele parece não querer saber. Mas cá estou eu, sempre falando um pouco demais.Porra, guri. Porra. Quem te escreveu assim?
Em versão resumida: não consegui te decorar, não sei te tocar, e me pergunto algumas vezes por dia quando é que vou ouvir novamente, essa canção.
A música estava no ar o tempo todo, eu é que estava usando fones.
e eu só quero  te sentir mais, eu só quero te ouvir mais,  te provar mais, mas eu não sei como fazer.
quase sempre eu penso que deveria parar de agir assim  e eu não paro.

ME PARA!

Quero o encaixe

Quero o encaixe dos teus braços entrelaçando-se no contorno das minhas costas. tão forte, tão comprimido que eu consiga confundi-lo com um esmagamento acidental me tomando repentinamente o resto de ar dos pulmões. quero sussurros repletos de promessas leais e substanciosas, feitos na companhia da penumbra, ao pezinho do ouvido. quero que verse meu nome ligando-o a todas as palavras bonitas que vierem espontaneamente à sua cabeça.
que cante, sorria, que gargalhe até eu poder ver teus olhos sendo espremidos pelos vincos de felicidade que os sulcam. que seja instantaneamente tomado por uma exacerbada felicidade. que nós consigamos nos fitar enquanto pronunciamos todos os adjetivos presentes no dicionário e, quando insuficientes forem, que inventemos mais uma dúzia deles, ou duas… que as sensações não consigam reprimir-se dentro de si mesmas e o impulsionem a gritar, a correr. e que correndo o teu caminho o dirija sem escalas em minha direção, trazendo consigo a peça que completa e dá sentido a esse imenso e, até então, indecifrável, quebra-cabeças…

Sobre coisas que cabem em um mês

A preguiça física nos impede de mudar. Mas basta uma faísca entre dois neurônios para que nossa mente nos aponte para outra direção. Das duas uma: ou tu segues as novas coordenadas, que te podem levar por terrenos inóspitos e até mesmo campos minados, ou optas por permanecer no curso antigo, ignorando a intermitente buzina que te avisa: “estás no caminho errado”.
Não digo “errado” no sentido mais amplo da palavra. Talvez sejam justamente as instruções antigas, as que estavam corretas. Mas acredito que, às vezes, precisamos deparar com um beco sem saída para descobrirmos que o caminho é pro outro lado. A vida já cansou de me provar repetidamente que a escolha certa é justamente a que me parece mais errada. Mas a gente precisa errar. Mas não errar por engano, por distração, displicência. Eu erro com força, e com vontade. Eu erro melhor, para errar menos.
E, sim, saio errante pela rua, torcendo pra chuva não me pegar, ou encharcar cada centímetro da minha pele. Não é que eu esteja deixando a maré me levar, como se fosse plâncton. Eu erro por aí na tentativa de acertar. Depois de perceber que, sempre que acho que estou fazendo a coisa certa, descubro que estou machucando alguém, tenho apostado cada vez mais no que não me parece sensato. Improvável? Vamos. Impossível? Não existe. Impensável? Bora!
Sigo a maré das sinapses. Se a mente muda, eu mudo. Somente assim eu posso ser cem por cento sincero com aquela que mais estimo: eu. Egoísta: pra caralho, mas se eu não fizer as coisas por mim, sei que minha mãe não as pode fazer, e nem tenho mais idade para isso. Dirijo com o tanque na reserva, mas é para voar baixo.

“Tá, mas o que é que cabe em um mês?” – tu perguntas.

 Um ciclo lunar, um ciclo menstrual, uma copa do mundo, duas olimpíadas, um amor de verão, quatro amores de verão…
Um mês é o tempo que levei pra escrever denovo. O tempo que minha mente demorou pra mudar o curso da minha alma. Pra onde ela aponta agora? Pra bem longe.



Prometo ser mais ágil, da próxima vez.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Lucas *-*

Mas eu sou atriz do tipo que improvisa, e minhas perguntas não se encaixariam nas tuas respostas decoradas. O destino é um conceito que inventaram para que a gente pudesse recostar nossos ombros nas cordas da acomodação, quando, na verdade, dispomos de todos os meios que precisamos para suplantar essas cordas e traçar nosso próprio caminho, rumo a lugares jamais visitados, pagando para isso o preço que for. Eu não deixo minha vida se viver por mim, sozinha. E não há piloto-automático que seja capaz de contornar essas curvas tão fechadas que cortam meus caminhos. Fui eu quem as projetou, justamente para serem assim.
Existem sentimentos que nos levam a fazer coisas inacreditáveis, inimagináveis e até, por vezes, patéticas. Colocam à prova nossas convicções, nossa capacidade de suportar a dor, a pressão e a angústia, só para deixar bem claro que somos bem maiores do que um dia achamos ser. Assim a gente olha pra trás e vê o quão longe chegamos.
É caro amigo, estou transcendendo. E se, por um simples segundo, fosses capaz de enxergar tudo isso que eu sinto, tamanha luz de cor verde-azulada que estou a projetar pela janela desse hotel poderia ser vista da tua casa, ou de onde quer que estejas, a fugir de si mesmo.
O pior de fugir de si mesmo é que, cedo ou tarde, você se encontra. E quando se encontra, percebe que aquilo que você deveria estar correndo atrás acabou de ser encontrado. Por outro alguém.

E, isso sim, é triste….

È...

Por vezes tranquila e por tantas outras angustiante o certo é que se trata de uma procura incessante por algo que abale toda e qualquer estrutura emocional. que amordace suas respostas, suas palavras, que engesse suas atitudes e que desencoraje qualquer resquício de alto confiança que se possa ter. é querer preencher o vazio com algo que o faça ceder até à iminente explosão. depender não por insuficiência do ego, mas por vontade própria. é a criação de uma nova relação de simbiose. é uma página toda em branco e um medo absurdo de traçar a primeira linha, ou curva, ou tracejado… isso me faz pensar no quanto preciso parar no meio desse caminho para comprar uma borracha enquanto ainda não se comercializa coragem….

Nem tudo é como a gente quer,

No entanto, isso não quer dizer que não é tudo que precisamos. Muitas vezes, essas coisas que a vida nos coloca pelo caminho são bem melhores do que a gente esperava. Veja bem, a hora mais bonita do dia é aquela em que o céu fica vermelho, e não azul. As mais belas noites são aquelas poucas em que a lua pega emprestada quase toda a luz do sol e a gente não precisa de lanterna pra caminhar. Exemplos não me faltam: a gente só ama o frio porque pode se envolver em mil casacos e cobertores, bem como agradecemos pelo escaldante sol de verão somente após mergulharmos num mar gelado. Eu posso não ser o que tu esperavas, mas a gente não escolhe o que quer sonhar quando coloca a cabeça no travesseiro. E que atire a primeira pedra quem não gosta de sonhar aqui. Eu posso não ser o tudo que tu precisavas, mas a gente vive e morre sem saber do que realmente precisamos. Eu posso não bastar. Então que baste o amor. Eu posso não ser um monte de coisas, mas tenho certeza de tudo aquilo que sou: um céu vermelho, uma noite de lua cheia, um cobertor e um banho de mar, e tudo o mais que tu quiseres viver junto de mim.
1 mês se foi. Enche teus pulmões, pois tu vais precisar de todo o ar que eles puderem conter.

É como poeira estelar

São apenas grânulos de um elemento qualquer, mas têm um valor especial para quem sabe de onde é que veio. Eu não sei de onde tu vieste, mas sei que este plano físico é apenas mais um dos teus estágios, e eu posso muito bem vir a ser uma mera fase no teu jogo. Me passam pela cabeça as mais absurdas hipóteses sobre os teus feitos nesses muitos lugares que desconheço, mas pensamentos tão vãos como esses se acabam quando vejo o que tu fazes aqui no meu peito toda vez que te vejo.
Quem sabe não me trazes um punhado de peças a cada visita, afim de que eu monte sozinha a minha nave. Jamais para te acompanhar como uma sentinela, mas sim para te visitar em sonhos de realidade.
 Um passeio nas estrelas, e pegadas de poeira cósmica no meu carpete. É tudo de que preciso. E preciso para agora.

Platônico

eu poderia escrever milhões de coisas aqui, sobre nos. Mas do que adianta eu sei que tu não vais ler,
eu poderia fazer você mudar de ideia em relação a nos com apenas um gesto mas do que adianta se você não me vê.
ou fingi que não vê.
nos poderíamos ficar juntos, mas eu não vou viver esse amor sozinha.
se for pra ficar juntos vamos amar pra valer porque eu não preciso manter as aparências….
se tu soubesses o tamanho do meu amor por você, se assustaria,
e eu duvido que tu podes sentir o mesmo, não só por mim, mas por qualquer uma. é pesado demais pra alguém assim tão frio…
porque você é o motivo de eu estar aqui, levantando todas essas manhãs cruéis,tão cheias de escuridão e perigos,
eu também queria ser o seu motivo mas parece que você não precisa deles,
eu odeio quando de proposito tu me deixa uma ponta de esperança sobre nos
mas eu já decidi que vou esclarecer tudo e começar do zero, e fazer tudo diferente.. não vou te atirar na cara meu imenso amor, sei que vais se assustar.como já o fez. mas vou agir quieta e deixar tu me levar .

Me encontro agora.

vou confessar que sou muito fraca, porque as vezes penso em desistir. Porque algumas vezes aparecem pessoas perfeitas, que nos dão todo valor não retribuído por quem se ama. O que nos deixam confusa.Mas o amor nunca morre ele é digamos transferido para alguém que realmente o mereça..




eu acho que  achei esse alguém!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Se fosse solido o amor alagaria o mundo.

Subitamente tomou conta de mim, e quando me dei conta já era muito tarde.

era como o sol eu sabia que estava ali mas não podia tocar  nem sentir sem me machucar.

me deixei levar pelo amor um amor que não era real.

(mas quando me dei conta ele  tinha impregnado-se em minhas veias alastrado-se pelos meus pulmões usurpando-se de cada célula do meu corpo, me tomando subitamente todo o ar.)

Fique fraca de amor e todas as lagrimas que chorei  poderiam inundar sua casa mas meu amor mora longe e cada noite era um tormento sem você. 

Quantas vezes imaginei nos dois quantas vezes chorei guardando minha dor.

Uma canção.

Costumo pensar que uma música tem cerca de trinta segundos para capturar a atenção dos meus ouvidos. É, normalmente, o tempo que a gente se permite escutar algo totalmente novo, antes de se entediar, passando para a próxima canção. É costumeiro eu ir passando um disco inteiro, ouvindo os primeiros segundos de cada música, até achar uma que me encante, mas que me encante rápido. Imediatismo? AHAM.

Havia canções cujos refrões me cansavam. Refrões que eu não quero e não vou repetir. É que, certas vezes, a outra parte não percebe o quão prejudicial para a alma é ser lembrado a cada minuto dos nossos defeitos. São refrões que eu prometi para mim mesma, não mais cantar. “E desde quando você acha que pode saber mais de mim do que eu?” – é o que tenho cantado. Próxima faixa.

Tenho ouvido introduções marcantes. Mas as pontes, os pré-refrões, de tão empolgantes, têm gerado apenas frustração, pois invariavelmente tenho me deparado com refrões difíceis/incompreensíveis. Versos demais, rimas demais, notas difíceis de se alcançar, muitas delas feitas para não serem alcançadas. Se tu esperares demais do mundo, das pessoas ao teu redor, podes ter uma única certeza: a decepção, implacável e impetuosa. “Coração vazio não bombeia sangue”. Eu quero assoviar uma melodia que me lembre alguém, mas eu não sei nem assoviar. Próxima. Próxima. Next!
Tá.

Um dia desses, eis que me invade os fones uma melodia nova. Eu jamais poderia dizer o próximo acorde que viria, pois tudo se desdobrava nos mais intrincados trechos, novas partes, em andamentos diferentes, mudando a cada maldito compasso. Em versão resumida: não consegui te decorar, não sei te tocar, e me pergunto algumas vezes por dia quando é que vou ouvir novamente, essa canção.

A música estava no ar o tempo todo, eu é que estava usando fones.
Passei o tempo todo despejando notas na tua melodia. Deixa que eu canto. Gostei de ti assim, instrumental.

Intensidade do amor

eu posso estar errada em dizer que não existe um amor como o meu por você.Que ninguém é capaz de te amar assim Mas estou de certo modo sendo errada em dizer essas coisas. 

Talvez alguém no mundo ame outro com a mesma intensidade

- sado masoquista psicopata.

Só uma menina sem coração com eu pode suporta tamanha dor.

Ele pode amar igual mas não mais do que eu!

- Sado masoquista psicopata. 

Desculpa se não consigo ficar quieta sobre meu amor e tenho essa necessidade de falar sobre ele. 

- Porque Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque o seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido.

E Meu amor é tão grande que se eu tentar reprimi-lo ele me atropela. 

Quando eu penso nisso me imagino assim:
- Segurando uma das comportas da Itaipu e tudo estourando  atrás de mim, água saindo pelo os lados e pouco a pouco me fazendo desistir é  + – assim. Meus braços  cansados de segurar todo esse desenfreado amor rebelde.Infelizmente ficam fracos sem forças e assim se soltam fazendo com que todo meu amor fique exposto e solto por ai.

O fim

Depois de um busca incessante  pelo teu amor CANSEI.

Me encontro agora no fundo do poço após uma incansável descida até o fim do mesmo. Onde me encontro cara-a-cara com com a solidão e de mãos dadas com a ilusão,  que tanto me ajudou e tem me ajudado a suportar aquelas noites frias e chuvosas que eu tanto te falo. Foi minha amiga ilusão que me defendeu da solidão quando cansada de mim, tentou me matar. OH MINHA DOCE ILUSÃO!  

Que nas noites de chuvas sempre me deu esperanças, de que tu viesses me aquecer naquele frio horrendo que se faz  quando se estais no fim do poço, entre a vida e a morte entre a solidão o amor e a querida ilusão, agradeço tu óh grande ilusão  que nas manhãs sem sol  após uma longa e tortuosa noite de chuva. Sempre me trouxe você para me aquecer quando achei que morreria de frio a te esperar. 

Mas não estamos sozinhas no fundo desse tão fundo poço. Atras de mim reconheço a querida dor. Minha mais nova amiga e moradora perpetua do meu tão singelo coração.

 O tempo passa TIC-TAC, mas as cicatrizes não somem, elas sempre me lembrarão do que eu passei, e quando me olho no espelho vejo, que  toda minha face traz lembranças que não quero lembrar. Mas o único  que foi fiel a mim e me ajudo nas noites em que cai em desespero tentando subitamente subir novamente, foi o amor o meu amor que encheu aquele poço de tal modo que  pude sair,  e ver seus olhos castanhos tão lindos e únicos que nem a ilusão pudera projeta-los de tal modo que ficassem igual aos teus.
 

Penso em ti


Eu me odeio por usar outras pessoas para alimentar minha ilusão. É como quando saio com os caras só pra imaginar que seja você, é como quando beijo alguém imaginando ser você. É como amar sem se amar.


  me diz, porque (?) não é você que eu beijo.


quero saber quanto tempo terei que só imaginar que é  você que me abraça no frio, dessa longa estrada.
Por um lado eu quero te esquecer.
Mas por outro sei que só você me faria feliz.
essa noite quero me embriagar de ilusões.E ter você pra sempre aqui. cuidando de mim, como eu imagino enquanto outros o fazem.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Dae galera da uma conferida nesse post!

Galera da uma conferida nesse site em que você responde pergunta e  ganha pontos que poderão ser trocados  por livros!

 é super confiável, só criar uma conta e usar :)

http://www.qualibest.com/

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Nancy :(

São Francisco, São Francisco...
Cuida da minha gatinhaaa
é aquela tão esperta do miado bem baixinho
São Francisco, São Francisco...
Cuida da minha gatinhaaa
é aquela marronzinha que se chama Nancyzinha..
Seja lá aonde estiver meu amor saiba que estarei pensando em ti sempre minha 1° princesa de colar...
 Mamãe Papai ,a  maninha 2° princesa de colar, e o gordo   te amamos muito!!!