sábado, 22 de fevereiro de 2014

Parabéns pra mim lol

No center norte supermercados eu estava com meu carrinho, comprando itens que obedeciam uma lista pré-fornecida pelos meus HOUSEMATES. Fila do pão. Pão é uma das EFEMÉRIDES da FELICIDADE SUPREMA. Não existe gol, surpresa, orgasmo… não existe nada que supere um PÃO SAINDO DO FORNO. Estava lá, abraçada no saco de pães quando toca meu telefone. “Feliz Aniversário”. Agradeci. Aí denovo. “Feliz Aniversário”. Agradeci. Em um intervalo de 3 minutos, fui contactada por pessoas que eu quero muito bem e que me fazem muito feliz. E eu estava com um saco de pães fresquinhos e absurdamente quentes, audivelmente implorando por um belo naco de manteiga ou margarina. Eu sei que é por causa do Facebook que as pessoas se lembram, mas mesmo assim, nada se compara a esses momentos em que o PRESIDENTE DO UNIVERSO parece estar dando uma ajudinha pra gente. Quando ele olha pra gente fala: “bah, essa guria precisa de uma ajudinha”. Aí ele põe um solzinho do lado de fora da janela, um cachorro engraçado mijando numa árvore, uma lindo guri sorridente servindo o café na panificadora Itália.
* “Hoje é teu aniversário” – disse o presidente – “vou te dar aquela ajudinha hoje porque tu mereces”. Me fez lembrar da infinidade de pessoas queridas que eu tive a felicidade de trombar. Do alto dos meus 20 anos, sento num confortável sofá de NAPA e relaxo. Pego o controle. Rebobino e avanço. Procuro. Procuro, dentre todos os rolos e rolos de filme 35mm, as cenas que eu gostaria de condensar num videozinho de 3 minutos. Recortar, selecionar e editar esse vídeo é um trabalho hercúleo, mas infinitamente prazeroso. É o tempo que tu demoras pra ler esse textinho psicografado notívago e sem revisão. É o tempo que eu demorei pra perceber que tenho motivos muito fortes pra recolher minhas pálpebras e encostar um pouco de luz nos meus olhos, todo dia de manhã.
E foi no center que eu pensei em tudo isso, enquanto um lindo moço (valeu, presidente) fatiava 500g de queijo mussarela pra mim. Levei meu indicador até meus lábios e fiquei pensando, de forma que os corredores sorrateiramente sumiram e eu já estava dentro de uma claustrofóbica sala de edição, escolhendo os momentos que eu gostaria de nunca esquecer. “Guarda esse” – pensei. A câmera me pegava de longe, como se fosse uma câmera de vigilância de um supermercado. Era um supermercado. E eu estava sorrindo, guardando em meus olhos as mesmas dúvidas de sempre, os mesmos problemas e novas soluções. E eu estava sorrindo sozinha, como se tivesse me lembrado de alguma piada. Mas não era por isso. Era o cheiro de pão recém-saído do forno. Era eu como protegida do PRESIDENTE DO UNIVERSO. Valeu aí, tio.

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