segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ofélia - o Julgamento...

Manhã de setembro, acordei com uma vontade louca de por um fim nessa historia… estava completamente decidida… fui até o galpão onde meu pai mantinha escondido em um fundo falso numa mesa  coberto por uma caixa de ferramentas um revólver calibre 12. Eu estaria me tornando cética também, mas alguem deveria por um fim nisso e vingar todas as outras pessoas que, como eu, também foram vítimas. Fazia sol lá fora era um ótimo dia para morrer até demais para ela.  Escondo o revólver  no bolso de dentro da minha blusa. Passo pela sala  onde meu pai  deitado no sofá assiste ao jornal matinal. Na cozinha minha mãe, ah minha querida mãezinha assustada por eu estar  acordada aquela hora, peguei as chaves do carro que meu pai   deixara  na mesa da cozinha  ontem a noite. Sai sem dizer uma palavra. Meu destino?
Rua João Almeida. bairro Anápolis, número 369.  Vítima: Ofélia. Uma garota de 19 anos que se acha no direito de julgar os outros.E por ser riquinha, esnoba os pobres.Eu não iria matar alguém sem motivos aparentes.Mas muita gente morreu vítima de suas brincadeiras e zombarias.Aliás, muita gente matou-se por esse motivo. Paro o carro do outro lado da rua… faltam 15 minutos para ela sair de casa.Espero ansiosa
Abaixo o vidro do carro. Não há ninguém na rua, apenas eu me concentro, pois o tiro tem que ser certeiro. Ninguém verá ninguém saberá, depois eu jogo o corpo no rio ou queimo.
Ou talvez, eu enterre  atrás de casa, há um carreirinho que leva até o rio. Talvez lá na beira eu a enterre. Lá vem ela, a luz se apaga,  a porta se abre… ela olha fixamente para o carro. Estou com a mira pronta, apontada para o seu coração. O orgão mais frágil. O suor escorre pela minha cara. Minha mão um pouco tremula coberta pela luva de latex, que impossibilita a marca de minhas digitais. Meu dedo indicador  encosta no gatilho frio, como o coração de Ofélia, na época em que tive o desprazer de estudar com ela. Em que ela me humilhou sem dó nem piedade. E agora estou aqui a segundos  de me vingar. Eu falo baixinho o nome de todos  DE TODOS que se mataram por  não terem forças para superar tamanha crueldade  à que ela nos submetia…
Se mamãe  estivesse aqui me diria que era bobagem.Que eu deveria apenas sorrir pra que ela visse que eu estava feliz e que era forte o suficiente para superar.
Se fosse o papai me diria pra ir em frente, e acabar logo com isso.
Chega de papo furado. Ela esta desconfiada. Com medo de ser reconhecida puxo o gatilho.  E a bala se vai….  um estouro se escuta  e Ofélia cai ao chão mas ainda se debate  saio correndo do carro  e olhando em seus olhos  quase apagados eu falo bem baixinho  isso é pelos outros que foram mais fracos…isso é por mim. E sem dó muito menos piedade lhe dou outro tiro no meio da fuça  o seu sangue mancha  a grama de escarlate. Olhei para os lados me certificando de que não havia ninguém ali… estávamos sozinhas eu  e ela ali  cara a cara como nunca estivemos antes.
Rapidamente  embalei seu corpo num plástico preto  que encontrara no galpão  e a coloquei no porta malas. junto com a pá.ligo o carro  e vou me embora. Deixando para trás todo o passado sombrio  que eu levava  nas costas.  E toda a culpa por ter deixado outros perderem a vida por uma coisa tão irrelevante, por não ter  conseguido ajuda-los a superar  assim como  eu estou fazendo agora..chego na porteira de casa minha mãe está me esperando na varanda.. preocupada. Meu pai ainda está deitado no sofá.. estacionei o carro atrás do galpão tirei-lha com todo cuidado que tive para coloca la ela não me é muito pesada.arrasto-lhe até o carreirinho. Na beira do rio.  Volto para pegar a pá. Minha mãe me chama e pergunta-me oque estou fazendo. Digo-lhe que estou  brincando a beira do rio. Ela fica mais tranquila. E volta a fazer o almoço.enquanto eu volto correndo com a pá na mão. E dolorosamente e incansavelmente faço um buraco não muito maior  que um  cachorro de porte médio.  O suficiente para ela…e assim o fiz até por que não aguentaria  mais uma pazada  só que fosse.é claro q ela não caberia, a não ser que lhe quebrasse as pernas, alias que mal tem? Ela já estava morta mesmo. E nada mais justo  ela morrer  ‘’paraplégica’’ pra vingar meu amigo  Pedro. que naquele tempo também foi vítima de suas zombarias.dei-lhe uma pazada  na perna esquerda fazendo com que o fêmur quebrasse ao meio. E depois sequencialmente na perna direita. Pronto  agora era só cortar  a pele com um pequeno canivete que portava no bolso da calça.  Coloquei primeiro as pernas. Depois o resto do corpo.  A cada pazada de terra que a cobria  eu recitava o nome de todos novamente…

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