domingo, 25 de agosto de 2013

Só está vivo quem tem coragem Só ama quem é forte.


não vai fazer sentindo algum agora e talvez nunca faça...  eu só sentei e escrevi o que veio na cabeça, oque estava sentindo.


 As vezes somos acometidos ao um monte de obstáculos. mas pra que? só pra provarmos sermos maiores que isso?
eu que sempre quis ser tão diferente, que tinha tantos sonhos. tantos amigos. tinha tudo, tinha até demais... e agora?
 aonde estou? cadê meus sonhos?  cadê eu?  cadê meus amigos? cadê meu tudo? cadê você?


 as vezes  queremos viver com tanta intensidade
 que nos esquecemos que a cada vez que fizemos aniversário, é um level que subimos na vida.
e cada vez tudo isso  vai fazer menos sentindo.
eu fui acometida a um monte de sentimentos. eu me doei inteira e o que recebi em troca? um belo tapa na cara.
só está vivo quem tem coragem.   só ama quem é forte.
 A questão em si..  é que tenho  ficado velha a cada segundo que passa.  e aquela criança cheia de sonhos.
que pensava que tudo era fácil, que era só estalar os dedinhos e  tinha tudo.
essas criança ficou pra trás. e deu lugar a essa adulta vivendo a realidade, sozinha.


fico incrédula com o que me tornei.
vivo uma vida sem emoção, tão monótona. não gosto de rotina nunca  gostei e tudo que eu 
repugnava na minha infância eu  me tornei na fase adulta. uma mulher cética sem sonhos e  ou realizações.

uma mulher comum. 
apagada.




21/08/2013

Nunca quis crescer...

Quando somos criança,ansiamos para crescer.

Depois que crescemos percebemos que não era essa  realidade que esperávamos E então  nós deixamos de ser crianças cheias de sonhos, para nos tornamos adultos céticos.


sinto saudade de quando... atravessar a rua e  soltar a mão da minha mãe eram as coisas mais perigosas que eu podia fazer...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Queria..

Que você siga decifrando cada uma das minhas pequenas transformações, como mágica. Que continue a ler em braile a invisibilidade das minhas aflições. Que queira me fazer feliz, não para mostar aos outros o quão feliz é quem está ao seu lado, mas que o faça pelo prazer em me ver sorrir.
Encantadoramente espontâneo.
Que continuemos a completar frases um do outro. Que consigamos desvendar intenções alheias em um só olhar, para que possamos nos proteger de qualquer forma não sincera de  aproximação. Que saibamos o quão especial somos como indivíduos e o quanto isso nos torna uma conjunção escrita em caixa alta.
Que eu saiba que um dia, dentro de um humilde embrulho, você queira me dar o mundo.
Que meu olhar percorra cada parte do teu corpo e que leve consigo a suavidade do meu toque. Que eu descubra, conheça e decore-o em sua completa peculiaridade, para que – se longe – eu possa acessar sua anatomia em meus arquivos de memória afim de minimizar a angústia da saudade.

como está seu romance?

Diálogo 1:
“Como é que tu tá?”
Vai ver alguém hoje à noite?
Saiba que não estou aqui pra levantar o tom, nem o volume da voz. Já o fiz por tantas vezes que hoje digo para mim mesmo: “não mais”. Não temos mais nada em jogo aqui, não é mesmo? Já me ocupam cada centímetro do peito os mesmos sentimentos que eu vivia na ocasião em que te conheci. Sinto-os como se fossem inteiramente novos. A circunstância é outra, a pessoa é outra, e até o próprio sentimento assume diferentes formas. Mas ele me estufa o tórax com tal força que eu me sinto impelida a cuspir tudo fora, sem foco ou direção.
Eu tenho minhas convicções. Tinha. Quanto mais a vida avança, mais eu vou me acostumando a conjugar tudo no pretérito. Olhar pra trás e ver-se contrariando todas as convicções que pareciam gravadas em pedra pode ser dolorido. E é, como em todas as vezes que assumimos nossos próprios erros. Eu tô passando por cima de muitas convicções, aqui. Eu tô quebrando uma porção de promessas infantis, também.
Mas quem sou eu, pra me contrariar?
Eu queria saltar de um avião e abrir o pára-quedas somente no último milésimo de segundo que me separaria da eternidade.
Mas aí alguém me chamou para planar.
Diálogo 2:
“Como é que tu tá?”
Eu quero te ver hoje à noite.
E eu não estou aqui para ser mais um capítulo insignificante no teu livro de contos. Já passeei por tantos livros mal-escritos que hoje me encarei no espelho antes de te ligar, dizendo: “não mais”. O nada que existe entre nós é tão perturbador que tenho medo de imaginar o que existe em jogo aqui. A folha está em branco. Essa relação disforme pode ter o significado que tiver, mas vai ser sempre superlativa em vários aspectos. Cabe a mim administrar na cabeça a responsabilidade de ter todas as fichas apostadas, sempre. Cabe a ti pegar na minha mão e jogar os dados.
O sentimento que eu pulverizo em forma de palavra escrita abre espaço no meu peito para o que é novo. Me pego falando sozinha, perguntando pra mim mesma até quando eu consigo sustentar por debaixo da minha cara sisuda o sorriso que me rasga a face de fora a fora. Talvez se eu te mostrasse tudo, tu passaria por cima de mais umas convicções. O caminho é agridoce, e começa debaixo desses lençóis dos quais a gente hesita tanto em sair.
Como está o meu romance? Planando como o teu, e procurando ventos novos para jamais colocar os pés no chão novamente.

Refugio

lembro- me com se fosse ontem,  aqui era meu refugio, quando a saudade de você demasiava dentro de mim.. quando eu não tinha pra onde fugir, quando os lençóis te tomavam de mim, quando a luz nos despertava…

(se lembra? era tão ruim)….  

tá vendo aquele moço ali?  ele é o maior fornecedor de todo esse veneno, é ele o culpado…

lembro-me como se fosse ontem quando eu vinha aqui, sentava do lado daquele moço , pra me entorpecer como seu cheiro, (que é o mesmo que o teu)

perfume*…


quando tu fugias de mim, me deixava aqui perdida em desilusão, envolvida na solidão, afogada em saudade eu ia la pra me lembrar de você pra me matar por dentro, com toda essa demasia de saudade…









maldito perfume*

Mares que tangem os meus..

Certo dia olhei para os meus pés e vi que não mais havia âncoras presas aos meus tornozelos. Noutro dia estava em outro mar, depois em outro, em outro… me acostumei a apenas assistir de longe a segurança da terra firme. Ela já não me atrai mais. Seria essa, a vida que eu sempre procurei? Aí é que reside o cerne da questão. A vida que eu sempre procurei é, justamente, viver procurando. É eternamente cavar fundo até encontrar, em peito alheio, um coração parecido com meu.
Tenho desistido da ideia de eterna felicidade. Desisti. Os momentos que a gente chama de bons momentos só são chamados assim porque existem também aqueles que queremos esquecer. Bons momentos são bombas de endorfina que amolecem os espinhos que nos insistem em perfurar as partes onde nossa pele é mais fina. E essas partes são muitas, principalmente quando estamos despidos de armadura (sempre?). Tendo isso em mente, faço o que está ao meu alcance para que esses momentos sejam numerosos, visto que eles jamais são duradouros. Endorfina vicia…



você  desejou outro alguém?
você  pensou em me deixar?
você  quis outro alguém?



meus dias tem queimado como cigarro, especialmente depois q  nos conhecemos, mas agora eu só sinto sua falta…

Deivê :)


Esse  foi  feito  para mim...Pelo meu amigo Deivison Sampaio!!






Oi, só quero que você saiba o valor que você tem, a importância que você conquista ao longo dos dias e a necessidade que eu sinto de ver você bem. Não é qualquer pessoa que chama atenção assim e consegue cada vez mais, ser única, especial e contagiante. Não, não é pra qualquer pessoa, mas você não é qualquer pessoa. [até porque Jèh.zin só conheço você, HAHA]. Talvez seja o que pouquíssimas pessoas tiveram o privilégio de perceber até hoje: uma menina verdadeira, espontânea, cativante e com o coração do tamanho do mundo, no mínimo. Mesmo que tudo isso as vezes não seja tão evidente, o importante é que você saiba o quanto você é importante, e posso dizer até insubstituível, e não só pra mim, mas pra todos que te conhecem bem e tem a honra de conviver contigo, pode ter certeza! ♥

Ah o amor!

O amor é sempre novo, não importa que amemos, uma, duas, dez vezes na vida, sempre estaremos diante de uma situação que não conhecemos.O amor pode nos levar ao inferno, ou ao paraíso, mais sempre nos leva a algum lugar. é preciso aceita lo pois ele eh o alimento de nossa existência,.Se nos recusamos, morreremos de fome, vendo os galhos da vida carregados, sem coragem de estender a mão e colher os frutos. é preciso buscar o amor onde ele estiver, mesmo que isto signifique horas, dias, semanas de decepção de tristezas. Porque no momento que partimos em busca do amor, ele também parte a nosso encontro…

2007, apaixonei-me

Encontrei-me. Deparei-me novamente comigo mesma, aquela com a gargalhada solta, com a personalidade impetuosa, do brilho refletindo-se no olhar, do desejo de ser livre. Apaixonei-me por mim novamente, pelo eu calado que não se manifestava mais. pelo mesmo eu que solicitava a minha atenção, que pedia baixinho quase como quem sussurra um pedido ao vento. O eu cansado de não ser ouvido, exausto por tantos murmúrios. Mesmo que o tentassem manter recluso por vontade, obrigação, culpa ou medo… Ele agora esmurrava paredes.

Disfarça..

Ele diz que até dormir se tornou uma tarefa difícil, que não consegue parar de pensar. Faz-se presente através de toda e qualquer rede social a qual você possa pertencer, pra dizer amenidades como quando lembrou de você ao escutar aquela música ou para lembrá-la de como seus olhos ficam pequenos enquanto você sorri. Ressurge com delicadas recordações de momentos nos quais você ainda nem desconfiava que ele só tinha olhos pra você. Entre pequenas brechas, o desgaste entre as soldas da armadura a torna cada vez mais penetrável. Existem inúmeras teorias sobre qual foi realmente a primeira vez em que seus caminhos se cruzaram e sobre como tudo seria mais fácil se…

Ele a observa de uma forma incrivelmente arrebatadora, não deixando que lhe sobre espaço pra nenhum tipo de raciocínio lógico. Não faz sentido e talvez esse seja o sentido afinal. Não existem alternativas além da violenta vontade de mergulhar tão fundo quanto seu tímpano possa permitir, até que seus pulmões esvaziem-se por completo reivindicando por uma dose de ar puro novamente.
Carinhosamente entrelaça a mão na sua enquanto o polegar dele parece fazer suaves desenhos ao redor da sua pele (sinto saudade disso). Esboça um sorriso lateralizado, que confessa uma covinha tímida, enquanto tem dificuldade de manter os olhos fixos em você. Você terá um enfarto agudo do miocárdio muito em breve , tenha sempre à mão uma aspirina, se não começar a inspirar profunda e lentamente. Você sente corar-lhe a face e seu corpo passa a eliminar grandes quantidades de calor, a mão treme descontroladamente ao som da batida ansiosa dos seus pés no chão.
Você o escuta balbuciando algo ininteligível.

Disfarça.

O momento se tornará perfeito se não pronunciarmos uma só palavra sequer.

Inacreditável.

 Primeira coisa que notavam no meu namorado era a aparência. Alto, moreno, com um sorriso reconfortante que parecia não esconder nada: aquele tipo de beleza fácil que não pode ser estragada pela tensão ou por doença, como algo feito de ouro, de modo que mesmo se você o entortasse ou fundisse, permaneceria sempre puro e belo. era assim que eu o via, desde quando o conheci. Mas não era só eu; era assim que todos o  viam.
A beleza é uma lente que distorce. Ele tinha aquele tipo de fisionomia que é sempre recebido com sorrisos e apertos de mão, olhadelas extras, olhares que duravam um instante além do normal; um sorriso e um rosto que não eram esquecidos com facilidade. Até a forma como ele segurava minha mão, ou como se inclinava para amarrar o sapato, tinha uma certa graça, que fazia com que as pessoas queiram esboçá-lo. Que forma mais torta e confusa de se viver?. Receber ofertas de empregos, caronas e bebidas de graça – “É por conta da casa, querido” – sentir o ambiente mudar enquanto o atravessa. Ser observado em qualquer lugar a que se vá. Ser alguém que as pessoas anseiam por possuir, e estar habituado a tal sensação; ser desejado tão imediatamente, com tanta frequência, que a própria pessoa nunca soube o que ela mesma talvez desejasse.
























(E o mais incrível é que  era meu.)

solidão.

O alarme tocou despertando-me não apenas para o choque provocado por suas palavras, tão angustiantes quanto alguém puxando repentinamente a cortina de um quarto escuro, cegando-me com a dolorosa luz do sol. Era o fato de que eu desconhecia completamente você. Imaginamos conhecer as pessoas que amamos, e, embora não devamos ficar surpresos ao descobrir que não as conhecemos, sofremos assim mesmo.

Escutamos palavras ásperas daquele de quem é quase insuportável de se escutar. Justamente por isso dói tanto. A dor vem embalada no amargo embrulho da surpresa inconveniente. Só o que eu podia fazer era ficar sentada no banco do telefone e escutar, um tanto trêmula, pensando que todo mundo devia ser uma ilusão de ótica. Orgulhamo-nos ao pensar ou dizer o quanto conhecemos aquele que amamos, acreditamos nisso pura e simplesmente – mas de modo algum. São facetados de formas engenhosas, com centenas de lados obscuros, impossíveis de se descobrir mesmo no curso de uma vida inteira.

Um amante existe somente em fragmentos e é a partir deles que construímos uma pessoa inteira. O que cada um de nós cria, já que o que falta é preenchido pela nossa imaginação, é a pessoa que desejamos que ela seja. Quanto menos a conhecemos, mais a amamos. E é por isso que sempre nos lembramos daquela primeira noite arrebatadora quando ele era um instigante desconhecido.

É o tipo mais difícil de entendimento, não só a respeito do outro, mas também de nós mesmos. Ver nossas vidas como uma ficção que escrevemos e na qual acreditamos. Silêncio e Mentiras. A sensação que tive naquela noite – de que eu não conhecia o homem com quem dividia a minha vida, não conhecia a mim mesma, de que talvez fosse impossível conhecer uma única alma no mundo – foi uma solidão apavorante.


Caminhos..

Foram muitas as pessoas que passaram pela minha vida. Muitas também foram as que deixaram sua marca, tenha sido ela boa, ou ruim – ou ambas.
Não costumo sentir remorso ao cortar laços quando enxergo neles algum tipo de nó. Incomoda-me saber que faço o outro sentir-se acorrentado à mim. Relações são escolhas, são trocas voluntárias de afeições, são uma construção consensual. Mais do que tudo, são demonstrações cotidianas e espontâneas da importância que o outro exerce em quem você é e em quem pretende ser.
Quando não mais existe a genuína vontade de provocar crescimento, ou quando se é indiferente  ao motivo daquele largo sorriso, perde-se o propósito. Você caminha em círculos, tropeçando sempre naquele mesmo pedregulho. Estupidamente tenta não ver o que é que o torna tão errante.
É difícil perceber.








Você só reconhece que já passou por aquele trecho apenas quando não existe mais onde tropeçar.

Amor em demasia..

Desmedido, compulsivo e insensato.

Acontece que uma hora isso tudo tem de amadurecer. Tá que amar desmedido é uma delícia, eram muitas as vezes em que eu não entendia a minha permanência teimosa naquela cama vazia. Isso bastou até o momento em que não bastou mais. Você me bastou até me faltar.

Era um sentimento loucamente desenfreado, que fez o quarto ficar pequeno, o apartamento ficar pequeno, os sonhos ficarem pequenos. No fim das contas, foi você quem ficou pequeno demais. Me escorria amor por entre os dedos enquanto o destinatário tinha a caixa de correio abarrotada por envelopes ainda selados.(que não eram meus ).

Amor em demasia, pra uns, é amor demais. Redirecionei. Aluguei um depósito, depois outro e outro. Não pedi nada de volta, deixei contigo as linhas torpes de um amor que não coube mais em cativeiro. Contigo ainda existem envelopes meus que hoje já não significam nada.(nunca significaram não é mesmo?)

Comigo uma estranha sensação de que nada disso realmente aconteceu, uma seringa de anestésico local me mantém consciente de não mais estar sentindo.

Velho novo ciclo.

lembro -me  de ficar  umas 2 horas  onde costumávamos  nos encontrar te esperando, era um dia desses qualquer sabia que você viria.Afinal você nunca faltou mas dessa vez é diferente talvez você não venha.Nunca mais
 mas eu vou fica aqui esperando.
Pois sinto tanto tua falta e as noites de luas me atormentam. Era como se eu nunca mais pudesse ser feliz (não sem você)pensei tanto em desistir
que cheguei a pensar:

” eu andei tudo isso, passei por tudo isso pra voltar ao inicio?
pra que? pra me encaixar em todos esses textos que  já escrevi aqui?
um velho novo ciclo? que estava começando novamente? dormir com coração em pedaços por mais quantas noites?”







































mas esquece você não se importa.


O romance está em apuros

tenho escrito menos…..
E vivido um pouco mais. A literatura de meus dias perdeu o caráter de micro conto  por isso não mais os tantos posts. Virou romance que não mais se capitula em poucos parágrafos. Muitas vezes abandonei em branco o texto, pois olhava, míope, para dentro de mim e nada via senão o nebuloso vulto da ulceração que ainda gritava em vermelho. Precisava encontrar um caminho para a superfície, mas no fundo daquele poço encontrei um par de lentes.
O romance nos desafia a convicção, por vezes tira a paciência, e pode até nos subtrair alguns anos da vida, mas quando é que alguém, por um segundo que fosse, cogitou – a sério – viver sem ele? Nossas aspirações vão, cada vez mais, aproximando-se da realidade; a gente passa a prometer menos, mentir menos, e chega até a achar que, dessa vez, erraremos menos, por julgarmos saber onde escondem-se todas as bombas desse campo minado. Nem preciso lembrar que a única certeza no romance é a de se estar eternamente em apuros, saracoteando as pernas para não se deixar afundar totalmente no obscuro e indecifrável oceano que é a vida daquela pessoa com a qual estamos de mãos dadas.
Em apuros pois é perigoso. É perigoso porque a gente arrisca. E a gente arrisca porque quer. Ninguém nos obriga a viver o amor, mas a gente ama vivê-lo. Ninguém nos obriga a sentir as mesmas dores de novo, mas a gente se quebra em mil pedaços para sentir o prazer na cura. A gente acha que pode viver sem, mas as palavras soluçadas no fim de uma noite ébria evidenciam o que, para todos ao nosso redor, já era óbvio: estamos fodidos.
Em apuros não estou só eu, estamos todos nós, meus caros. Romance é o que se persegue pelas esquinas, que foge à luz dos postes, e ele está bem. Em perigo estamos nós, nesse apuro que reside na nossa urgência em vivê-lo. Vivê-lo, mesmo que torto, inacabado, ferido, precipitado, errado, proibido, ou impossível. Vivê-lo de verdade, com intensidade e sem escudos. Como deve ser, e como inevitavelmente é, quando nosso coração nos dá aquela única e inevitável rasteira que nos faz quicar no chão.
Viver o romance é estar em apuros.
Estou vivendo, e não quero ser salva.
Pensei que me tornaria cética, que teria preguiça, achei que fosse voltar a me fechar. Eu errei.
De páginas rasuradas, escritas com um milhão de cores, sou um livro aberto. Não sei arrancar uma só folha, o que não significa que algum dia eu volte a olhar o que me retrocede.
Sinto como se existissem trechos escritos em algum idioma arcaico que ninguém mais sabe ler. Tive receio que ninguém realmente quisesse sabê-lo.















Errei de novo.

Memorias

Eu memorizei cada canto do seu quarto. É claro que memorizei, era uma garota apaixonada. Um colchão jogado ao chão, à espera de um box que não tinha a menor previsão de chegada. E a maneira como nos jogávamos nele, como se dividi-lo fosse tudo o que precisávamos para continuar sorrindo. O encaixe perfeito, uma boa noite de sono e a imensa dificuldade de nos desvincilharmos daqueles lençóis negros na manhã seguinte. A luz que teimava em incidir todas as manhãs pelas frestas da cortina, antes do horário de acordamos; o chão gelado e o seu casaco cinza de capuz vermelho, que eu costumava vestir em noites frias, acompanhado de um belo par de meia com sola emborrachada. Lembro-me de por vezes te acordar com beijos e da dificuldade que você tinha em assimilar que não estava sonhando, expressando um alívio contente. Recordo-me de te observar sob a luz indireta e de perder uns minutos te amando mais um pouquinho ao constatar teus olhos entrando nos meus. Lembro também das paredes, repletas de fotos, lugares onde estivemos juntos e outros em que pretendíamos estar, desenhos e bilhetes carinhosos amontoavam-se dando mais e mais volume ao painel das nossas vidas. Evidências de um amor zeloso e cheio de pequenas surpresas. Enquanto você saía eu me pegava fitando-o por horas a fio e criando soluções infalíveis para cada espaço em branco com o qual pudesse me deparar. Queria encher as nossas vidas de um pouco mais de ‘nós’, porque, ao fim do dia, era só o que fazia sentido. Confiei seu quarto à memória. Disse para mim mesma que era para as noites em que abríssemos 2 garrafas de vinho e apagássemos todas as luzes, para que mesmo assim eu soubesse por onde te guiar. Mas na verdade era para que, mais tarde, no vazio da minha própria cama, eu pudesse fechar os olhos e me imaginar ao seu lado na sonora trincheira que era a sua vida. 


















Eu te amava como um campo em chamas.

Pra despedida.. 28/10/10

talvez as atitudes de quem eu amo tem deixado a desejar… já que visto que ”uma vez que se prova  da perfeição comparações são facilmente feitas”.
quantas vezes terei que implorar pelo teu amor?
a gente tava indo tão bem, você tava se esforçando eu também.
mas e isso? nada justifica suas atitudes!!
eu sei nem todo mundo pensa como eu, e nem age eu não posso forçar você e nem ninguém a me amar,  não sei você mas quando eu amo  sinto a necessidade de chegar o mais perto possível da perfeição
e desesperadamente tento de todas as formas, demonstrar, todo esse amor…
quero saber tudo  sobre você,quero ler tudo que há pra se ler sobre você, queria ser perfeita aos seus olhos,para que pelo menos tangencie a perfeição.
e eu acho que você também deveria  ser assim..
mas esquece, você nunca vai mudar, ;/

31 de outubro de 2010, 15:43

talvez eu não acredite não porque não me de motivos,
talvez seja pelos mesmos q já escrevi aqui..
(E isso é oque mais me preocupa, porque eu posso ir ao extremo desse amor que nunca vou saber a hora de parar porque eu não sinto mais nada e quando sentir vai ser tarde de mais. E as cicatrizes não vão sumir, elas sempre me lembrarão o tanto que tive que lutar arriscar e mudar pelo seu amor.)
é culpa desse amor desse maldito amor,eu tenho medo  de me cegar de me iludir de me machucar denovo…. de me ferir, e de um monte de coisas…pois quando estou assim é quando meu peito pode ser atingido pela mais insignificante  flecha de papel. e foi oque aconteceu não? acertou em cheio meu coração partindo-o  ao meio.
estou insegura e com medo…
me desculpa….

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Intensidade o amor.

Sinto que a cada dia que passa o meu amor só aumenta .E isso é possível? Talvez, e quando penso nisso, me vejo novamente como já escrevi aqui….. eu posso estar errada em dizer que não existe um amor como o meu por você,que ninguém é capaz de te amar assim.Mas estou de certo modo errada em dizer essas coisas, porque talvez alguém no mundo ama outro com a mesma intensidade, claro que esse alguém já deve ter se matado. Porque só uma menina sem coração com eu pode suporta tamanha dor. Ele pode amar igual mas não mais do que eu. a não ser que seja um sadomasoquista psicopata. Desculpa se não consigo ficar quieta sobre meu amor e tenho essa necessidade de falar sobre ele. Porque Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque o seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido.E Meu amor é tão grande que se eu tentar reprimi-lo ele me atropela. Quando eu pensei nisso. Me imaginei assim: segurando uma das comportas da Itaipu e tudo estourando atrás de mim, água saindo pelo os lados e pouco a pouco me fazendo desistir é + – assim. Meus braços já  cansados de segurar todo esse desenfreado, amor rebelde. Infelizmente ficam fracos sem forças e assim se soltam fazendo com que todo meu amor fique exposto e solto por ai.
Só que desta vez,não é só uma das comportas são todas. Por que esse amor é muito maior é incomum. 

E já não existe outro lugar se não ao seu lado pra mim ficar.
 E eu já não me encaixo em outros peitos que não seja o seu.
outros braços já não me envolvem a não ser o teus.
 E eu já não vivo mais sem 1 beijo teu.
E eu já não mais durmo sem ouvir tua voz.

26 de outubro de 2010, 18:36

eram 2 olhos semicerrados , na mente mil pensamentos, mãos ansiosas…
pelo espelho pude ver  que era abraçada por um anjo.


Eram 2 olhos semicerrados, talvez ele nem saiba que tem mãos ansiosas e que eu adoro.Quando elas  se perdem pelo meu corpo…
mas não é sobre isso que vim escrever aqui, é sobre você e o que eu mais amo em ti.
bom…
eu amo quando você sorri.
eu amo os sulcos que se formam quando você sorri.
eu amo seus lábios macios.
eu amo suas mãos.
eu amo seu cheiro
eu amo seu jeito
eu amo sua voz
eu amo seu cabelo
eu amo quando diz que me ama
eu amo quando me beija ;@

é assim..

amar é isso:
é exagerar.
é ficar quando se quer ir.
é chorar.
é sofrer.
enfim é amar pra valer.
é dizer sempre sim.
é ausência mesmo quando és presença.
é saudade sem fim.
é angustia e dor.
é como espinhos de uma flor.
é querer  dizer e não  ter palavras.
é querer chegar o mais perto possível da perfeição
e se não puder toca-la que ao menos a tangencie.
é querer demonstrar e não saber como.
é paixão é desejo acumulado.
é desespero.
é sede de ar.
se perder e se encontrar.
enfim é amar, confiar se entregar.
e amor não se descreve se sente 

Perder..

não sei se pra você é assim, mas  aqui desse lado da cidade as horas já não passam,os segundos  parecem anos e as noites então…. (te perdi)
 sem você eu perco o ar.  sem respiração não posso gritar,
ME ESCUTA
eu faço de tudo pra você voltar, (trazer teu sorriso)
 e é tão frio  aqui sem você pra me aquecer,
meu coração é um vazio que busca preencher(com seu riso)…
 mas eu tento sobreviver, justamente por acreditar na ínfima chance  de talvez -a gente voltar.

AMOR X AMOR

AMOR X AMOR


 De um lado
quem eu amo, do outro quem eu mereço.(tudo que eu sempre quis)
quem escolher?
AMOR X AMOR
 E não é a mesma coisa tu te perguntas?
- respondo..
-não!
Eis que:
Quem eu amo:                                  
Já não me faz tão feliz,
Não me ama o suficiente.
E não possuí tudo que eu sempre quis(um amor como o meu).
Já quem eu mereço(ou acho que mereço)
Vai me fazer muito feliz tenho certeza.
Vai me amar.
E pode, e ta me oferecendo aquele amor que eu sempre quis,
Um amor como o meu…
Tarde demais eu já decidi…..

Mudar

E então oque nos faz mudar?

Seria a necessidade  de adaptar-se a qualquer lugar só para não perdemos quem queremos?

Contradições..

e se me fosse oferecido uma cura pro amor?
-eu diria sim!
porque, eu preciso aprender a amar pela metade.
eu  preciso parar de sofrer, 
porque o amor é tão ridículo, quero  destruí-lo
só quero que saiba que eu amei pra valer aqui.
se me fosse oferecido uma cura pro amor?
-eu diria sim!
quero me curar desse mal,  quero me curar de você.
e se me fosse oferecido a oportunidade de esquecer você,
- eu diria sim!
ai poderia finalmente andar por onde andávamos, sem me lembrar de todas aquelas mentiras que um dia você me disse!
poderia enfim respirar e voltar a viver.
” e desde quando você acha que sabe melhor e mim do que eu?
existem tantas coisas que eu vivi que você nunca viveu!
é oque tenho cantado…”

29 de setembro, 16:37

quem você vai chamar quando acordar?
(eu não estou mais aqui)
pra quem você vai ligar? quando amor acabar
(não vou te ajudar)
pra quem você vai  chorar?
(quando seu mundo desabar)
pra quem você vai gritar?
(eu não posso mais te ouvir)
por que eu cansei de dizer o quanto eu amo você, e tu não me responder…
eu casei de tentar ser tudo pra você.
e agora pra quem você vai mentir?
(ninguém pode te ouvir)
o que você faz aqui?
(eu não tinha dito pra você partir?

A cura

e se me fosse oferecido uma cura pro amor?
-eu diria não!
porque, não consigo me ver amando  pela metade…
eu  não consigo amar pela metade amar sem se amar,
porque o amor é tão bonito, seria um pecado  destruí-lo
só quero que saiba que não sei amar pela metade,  que quando amo é pra valer.
se me fosse oferecido uma cura pro amor?
-eu diria não!
não quero me curar desse mal, não quero me curar de você.
não sei jogar o seu jogo (não vou) não sei amar pela metade (não vou)
por que  não existe:
meio amor.
meio céu.
meia estrela.
meio ‘ nos’.
meio feliz.
meio triste.
meio você.
não existe meio amor… amar pela metade, eu não quero isso…
por que eu to amando PRA VALER aqui. Amando por inteiro.
amor.
céu.
estrelas.
‘nos’.
feliz.
triste.
você.
mas eu quero saber de você! eu quero saber se esta amando, se esta amando PRA VALER amando por inteiro… por que eu não vejo isso..
” e desde quando você acha que sabe melhor e mim do que eu?
existem tantas coisas que eu vivi que você nunca viveu!
é oque tenho cantado…”
eu quero sentir mais você, de todas as formas, de todos os jeitos possíveis…
eu não quero perder você!
só queria um amor como o meu, OBSESSIVO queria me sentir amada…
você sabe enquanto você disser que me ama eu estarei aqui…
cabe a você decidir…

Tentei...

Tentei tantas vezes encontrar você.
( na rua vazias, nos dias de chuva)

Tentei por tantas vezes não me perder
(no seu sorriso, em você)
Como se fosse possível não me perder Ao te encontrar…

Aonde esta você?
Enquanto estou aqui escrevendo esses versos para Fazer-lhe sorrir…
(recitar para você dormir)

Aonde foi você quando eu parti?
Tão sozinha, não sei o porquê te deixei ali

, Tentei tantas vezes encontrar você
(em escritas antigas)

Tentei tantas vezes não me perder
(em lembranças de nos,)
E agora que te encontrei

(não me vejo mais em outros braços)

Só quero amar, amor esse que me transborda, Toda vê que tento por debaixo dessa cara sissurada, conter esse maldito sorriso Torto que teima sair de meus lábios. Toda vez que vejo sua face tão perfeita.