E eu que tinha jurado pra mim mesma que nunca mais iria me permitir amar outro alguém sem ter certeza que esse outro alguém me amaria também. Tinha jurado não mais chorar não mais sofrer. Por amor.
Eu tenho minhas convicções. Tinha. Olhar pra trás e ver-se contrariando todas as convicções que pareciam gravadas em pedra pode ser dolorido.E é como em todas as vezes que assumimos nossos próprios erros. Eu to passando por cima de muitas convicções, aqui. Eu to quebrando uma porção de promessas infantis, também.
Mas quem sou eu, pra me contrariar?
Eu queria saltar de um avião e abrir o pára-quedas somente no último milésimo de segundo que me separaria da eternidade.
Mas aí alguém me chamou para planar.
Alguém nada. TU.
E eu não estou aqui para ser mais um capítulo insignificante no teu livro de contos.Já passei por tantos livros mal-escritos que hoje me encarei no espelho antes de te ver, dizendo: “não mais”. O que existe entre nós é tão perturbador que tenho medo de imaginar o que existe em jogo aqui. A folha está em branco. Essa relação disforme pode ter o significado que tiver, mas vai ser sempre superlativa em vários aspectos.Cabe a mim administrar na cabeça a responsabilidade de ter todas as fichas apostadas, sempre. Cabe a ti pegar na minha mão e jogar os dados.
O sentimento que eu pulverizo em forma de palavra escrita abre espaço no meu peito para o que é novo. Me pego falando sozinha, perguntando pra mim mesmo até quando eu consigo sustentar por debaixo da minha cara sisuda o sorriso que me rasga a face de fora a fora. Talvez se eu te mostrasse tudo, tu passaria por cima de mais umas convicções.O caminho é agridoce, e começa debaixo desses lençóis dos quais a gente hesita tanto em sair.
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